Policiais rodoviários estaduais são alvo de operação por suspeita de cobrar propina de motoristas para evitar multas, no Paraná


Fardas foram apreendidas na operação
Paulo Roberto Martins/RPC
Diversos policiais rodoviários estaduais do Paraná estão sendo alvo de duas operações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná (MP-PR) na manhã desta terça-feira (7).
A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, apurou que pelo menos dez policiais foram afastados da função. Nove são da região de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, e um de Guaraniaçu, do oeste do estado.
Há, também, mandado de prisão contra um policial que atua no batalhão regional de Guarapuava, e 30 mandados de busca e apreensão em cidades das regiões de Ponta Grossa e de Guarapuava.
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Segundo o Gaeco, os alvos são suspeitos de integrarem esquemas de concussão e corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa que exigia dinheiro de motoristas para não multá-los em rodovias paranaenses. Saiba mais abaixo.
Ainda de acordo com as investigações, a maior parte das vítimas dos policiais eram caminhoneiros.
Os nomes dos suspeitos não foram revelados e o g1 tenta identificar as defesas deles.
*Esta reportagem está em atualização
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Entenda os crimes
Segundo o MP-PR, uma das investigações aponta que os policiais exigiam propina de condutores flagrados por infrações de trânsito ou de pessoas que trabalhavam com salvamento de cargas tombadas, configurando possíveis crimes de concussão, corrupção passiva e lavagem de ativos.
Além disso, afirma o órgão, foram descobertas outras pessoas físicas e jurídicas que realizavam a lavagem dos valores de propina por meio de suas contas bancárias, que também foram alvos de busca.
“Um ex-comandante do Posto de Polícia Rodoviária de Guarapuava, que já tinha sido alvo da primeira fase da operação, foi preso preventivamente. Após a deflagração das investigações, descobriu-se que ele praticou inúmeros outros crimes de corrupção, recebendo pelo menos R$ 47 mil de propina, além de ter tentado atrapalhar as investigações, dificultando a colheita de provas”.
Neste caso, a operação foi chamada de “Rota 466”, e a ação deflagrada nesta terça (7) é a segunda fase dela. Relembre a anterior:
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