
Líder indígena Guarani de 71 anos desaparece na Grande Florianópolis
A cacica Etelvina Fontora, da Terra Indígena Cambirela, na Grande Florianópolis, está desaparecida desde 5 de abril. Natural de Palhoça, ela é do povo Guarani, tem 71 anos, mora na aldeia e divide a casa com o filho (assista acima).
A imagem da cacica aparece nas redes sociais do programa da Polícia Militar SOS Desaparecidos e no site da Polícia Civil. O g1 procurou as autoridades nesta terça-feira (21), mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
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Etelvina é descrita pela filha Indianara Fontora como uma pessoa tranquila que sempre foi liderança na comunidade onde mora. Ela é a única cacica da terra indígena.
Com uma “rotina simples de dona de casa”, a cacica cuidava do filho, que tem esquizofrenia.
“Tudo que eu sei eu já comuniquei a polícia, e também já procurei pela mata e pela cachoeira e nada encontrei. Eu acredito que ela saiu, pois não encontrei os documentos e notei que falta roupas dela”, disse a filha.
Indígenas comunicaram caso à polícia
Coordenador da comissão de caciques de Santa Catarina, Kennedy Karai conta que o caso foi comunicado às autoridades logo após o desaparecimento. A família fez um boletim de ocorrências no dia 8 de abril relatando o desaparecimento, mas até esta terça-feira (21) não havia respostas.
“A gente acionou a FUNAI, fizemos os boletins de ocorrência e tudo mais, mas após isso, tanto a FUNAI como a força policial ainda não deram nenhum retorno de como que está a investigação, como que está a procura”, disse.
Líder indígena Guarani de 71 anos desaparece na Grande Florianópolis
Em nota publicada na segunda (20), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) informou que o desaparecimento ocorreu há duas semanas e que não há respostas sobre o que ocorreu com a idosa.
A entidade também manifestou “repúdio diante da falta de respostas e da ausência de informações concretas sobre o desaparecimento”.
“Dona Etelvina está desaparecida desde o dia 05 de abril, na aldeia Cambirela, localizada em Palhoça. É inaceitável que, após aproximadamente duas semanas, ainda não haja esclarecimentos sobre seu paradeiro”, escreveu a entidade.
Etelvina Fontora, indígena do povo Guarani de 71 anos que desapareceu em Palhoça
Reprodução
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