Homem que matou miss no RJ já tinha histórico de violência

Estudante preso por feminicídio no RJ tinha histórico violentoReprodução

O estudante de medicina Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, de 32 anos, apontado como autor do feminicídio da namorada, modelo e candidata a miss bumbum Ana Luiza Mateus Souza, já tinha um histórico de episódios de violência envolvendo outras pessoas, incluindo uma ex-companheira e um policial civil.

De acordo com informações das investigações, Endreo havia sido acusado anteriormente de agredir e manter uma ex-namorada em cárcere privado. Além disso, possuía antecedentes de condenações criminais.

Em 2011, no Mato Grosso do Sul, foi condenado a três anos em regime aberto após atropelar um policial civil durante uma fuga. Na ocasião, Endreo dirigia em alta velocidade depois de se envolver em uma briga em uma festa. O agente chegou a atirar contra o veículo e o atingiu. Ainda segundo registros da época, ele não possuía carteira de habilitação no momento da ação.

Caso Ana Luiza

Na madrugada da última quarta-feira (22), Ana Luiza, de 29 anos, morreu após cair do 13º andar de um condomínio na Avenida Lúcio Costa. Segundo investigações da Delegacia de Homicídios, Endreo, namorado da miss, é o principal suspeito no feminicídio.

De acordo com a investigacao, “indícios apontam que o homem jogou a modelo do 13º andar após uma discussão”.

A motivação, estaria relacionada à decisão da vítima de deixar o Rio de Janeiro e retornar à Bahia, sua terra natal.

Suspeito foi encontrado morto na cadeia

Endreo foi preso em flagrante e encontrado morto horas depois dentro da cela onde estava detido.

As informações preliminares indicam que ele tirou a própria vida por asfixia, utilizando parte da roupa.

O caso foi confirmado ao iG pela Polícia Civil.

Modelo Ana Luiza MateusReprodução/redes sociais

Miss Cosmo Brasil lamenta o caso

Em nota, a organização da Miss Cosmo Brasil lamentou a morte da modelo, que representaria o estado da Bahia no concurso deste ano. 

“Diante das informações sobre o ocorrido, o caso convoca a uma reflexão urgente sobre a violência contra a mulher no Brasil. O feminicídio não pode ser tratado como estatística ou rotina. É uma realidade que precisa ser enfrentada com seriedade, compromisso e ação coletiva. Ana Luiza não será esquecida”.

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