
Cinco pessoas ficaram em estado grave depois que dois trens bateram de frente no começo da manhã desta quinta-feira (23) na DInamarca. Ao menos outras 17 se feriram. A batida interrompeu a circulação na linha e afetou quem depende do transporte na região desde as primeiras horas do dia.
O acidente ocorreu em um trecho de via única entre Hillerød e Kagerup, no norte da Zelândia, ilha da Dinamarca. Havia 38 pessoas a bordo dos dois trens. Parte dos feridos são funcionários da operadora ferroviária Lokaltog. As informações são do jornal BT Metro.
Dinâmica do acidente
Segundo o veículo, um dos maquinistas percebeu o outro trem vindo no sentido contrário e tentou reagir. Ele freou e avisou os passageiros pouco antes da batida. O ponto onde tudo aconteceu fica em uma curva. Quando os trens se encontraram, não havia espaço suficiente para parar.
Os dois maquinistas tiveram ferimentos graves, com diferentes tipos de fraturas. Passageiros falaram em um estrondo forte no momento do impacto. Equipes de resgate chegaram ao local com dezenas de profissionais e levaram os feridos para hospitais da região.
Um centro de apoio foi montado para receber passageiros e familiares em Hillerød. O espaço ofereceu atendimento psicológico e abrigo temporário. Foi fechado ainda durante o dia, depois que todos deixaram o local.
A estrada Helsingevej, perto da linha, foi interditada e segue com bloqueios até a manhã de sexta-feira (24). O trânsito foi desviado para outras vias.
A primeira-ministra, Mette Frederiksen, disse que ficou “profundamente comovida” com o acidente. A prefeita de Gribskov, cidade do acidente, afirmou que está abalada.
A polícia informou que ainda não sabe o que causou a batida. Uma comissão abriu investigação e começou a analisar os sistemas da ferrovia, além de ouvir pessoas que estavam no local.
Especialistas ouvidos pelo BT Metro apontam duas possibilidades iniciais: falha na sinalização ou erro humano. Em trechos de linha única, o controle precisa evitar que dois trens entrem no mesmo ponto ao mesmo tempo.
Equipes seguem trabalhando para liberar os trilhos. A previsão é que a circulação volte entre a noite e a madrugada, mas sem garantia de normalização completa neste primeiro momento.
