
Um incêndio de grandes proporções consumiu um veículo elétrico em Curitiba, mobilizando equipes do Corpo de Bombeiros nas proximidades da BR-277. O incidente, registrado no bairro Cajuru, assustou motoristas que passavam pela região, quando as chamas tomaram conta de todo automóvel em poucos minutos. O condutor contou que o carro começou a emitir uma fumaça densa repentinamente, o que o forçou a abandonar o carro às pressas. Assim que o motorista desceu, o fogo se alastrou rapidamente, impossibilitando qualquer tentativa de controle. Apesar da gravidade da ocorrência e dos danos materiais, o Corpo de Bombeiros confirmou que não houve feridos.
Assista às imagens do carro em chamas:
Volvo apura motivo do incêndio
Ainda não há confirmação do motivo do incidente. Ao iG, a Volvo informou que tomou conhecimento do ocorrido e que abriu o processo interno de investigação. O modelo do carro era C40.
Confira a nota na íntegra:
“A Volvo Car Brasil tomou conhecimento do incidente na manhã de terça-feira (21) no bairro Cajuru, em Curitiba (PR), e abriu o processo interno de investigação para apurar o ocorrido. Não houve feridos, e os danos registrados foram exclusivamente materiais.
O incidente envolveu um modelo C40 e, segundo informações preliminares, o veículo passou a emitir fumaça, chamando a atenção do motorista, que prontamente parou o carro e saiu do mesmo. Desde 1927, a Volvo Cars tem a segurança como seu princípio fundamental. Um valor que guia cada decisão e cada tecnologia desenvolvida pela marca. A Volvo Car Brasil reafirma seu compromisso absoluto com a proteção das pessoas, com a excelência que sempre definiu seus padrões de segurança e com a transparência, se colocando à disposição para repassar novas informações, com o avanço da investigação”.
Segurança e mitos
Em caso de colisão, o risco de incêndio é menor do que em carros convencionais, segundo dados da AutoInsuranceEZ.
“Veículos elétricos, quando comparados a modelos a combustão da mesma faixa etária, podem ser até 62 vezes mais seguros”, diz ao iG, Clemente Gauer, coordenador do Grupo de Trabalho sobre Segurança e membro do Conselho Diretor da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).
Entre os mitos que ainda persistem, Gauer menciona legislações como a Lei n.º 13.440, de 2002, que proíbe o uso de celulares em postos de gasolina por risco de faíscas.
“Com os carros elétricos ocorre algo semelhante: episódios são tão raros que, quando acontecem, viralizam e geram temor desnecessário”, afirma.
Segundo ele, o carro elétrico representa uma alternativa mais segura a veículos com combustíveis inflamáveis:
“O carro elétrico desponta como solução para a inflamabilidade dos combustíveis e dos postos, como demonstram casos recentes de explosões em postos no Rio de Janeiro e em Roma, ou o incêndio no aeroporto de Luton, na Inglaterra”.
