TOP 10 dos dividendos: as empresas que mais pagaram proventos no 1º tri

O primeiro trimestre de 2026 foi marcado por forte valorização do mercado acionário brasileiro, com impacto direto na atratividade das empresas pagadoras de dividendos. De janeiro a março, o Ibovespa avançou 16,44%, enquanto o Índice de Dividendos (IDIV) subiu 15,13%, refletindo o movimento de realocação global de recursos para mercados emergentes. Nesse cenário, levantamento da Comdinheiro/Nelogica identificou as dez empresas com maior Dividend Yield (DY) entre as 52 companhias que compõem o IDIV.

A liderança ficou com a PetroRecôncavo (RECV3), com Dividend Yield anual de 9,30% e pagamento de R$ 1,02 por ação no período. Na sequência aparecem BB Seguridade (BBSE3), com DY de 7,05% e distribuição de R$ 2,66 por ação, e Lavvi (LAVV3), com 5,75% de retorno em dividendos.

Segundo Gabriel Fenili, especialista sênior da Comdinheiro/Nelogica, a composição da lista não é aleatória. “O levantamento destaca a prevalência de empresas de setores tradicionalmente bons pagadores de dividendos, como seguradoras e utilities”. Apesar do bom desempenho no início do ano, o especialista alerta para o ambiente de incerteza ao longo de 2026.

“Mas o cenário é volátil. Ao longo deste ano, fatores como eleições e incertezas em relação à trajetória dos juros podem impactar a distribuição de proventos”

Dividend Yield

Embora o Dividend Yield seja amplamente utilizado para avaliar retorno via proventos, o indicador deve ser interpretado com cautela.

“O dividend yield elevado pode indicar diferentes cenários: uma distribuição mais robusta de proventos, uma cotação pressionada para baixo ou a combinação desses dois fatores”

Fenili reforça que a decisão de investimento não deve se basear exclusivamente nesse indicador.

“A recomendação é que o investidor não baseie sua decisão apenas nesse indicador e avalie também outros fundamentos da empresa antes de realizar possíveis aportes”

O que explica o avanço dos dividendos em 2026

O desempenho das pagadoras de dividendos no período está diretamente ligado a fatores macroeconômicos e fluxo global de capital. A valorização da bolsa brasileira, combinada à busca por retorno em mercados emergentes, ampliou o interesse por empresas com histórico consistente de distribuição de proventos.

Ao mesmo tempo, o ambiente de juros e o calendário político seguem como variáveis-chave para o restante do ano, podendo influenciar tanto o desempenho das ações quanto a política de distribuição das companhias.

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