Mercado de capitais bate recorde no 1º trimestre de 2026, aponta levantamento da Anbima

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O mercado de capitais brasileiro iniciou 2026 em forte ritmo, com o volume total de ofertas atingindo R$ 180,1 bilhões no primeiro trimestre, o maior patamar da série histórica iniciada em 2012. Os dados fazem parte de um levantamento divulgado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Segundo a entidade, o resultado representa um avanço de 15,7% em relação ao mesmo período de 2025, refletindo a combinação de maior atividade em renda fixa, instrumentos híbridos e retomada da renda variável. Ao todo, foram realizadas 689 operações no período, também em alta na comparação anual.

Renda variável ganha força no início do ano

De acordo com o levantamento da Anbima, as ofertas de ações somaram R$ 13,2 bilhões no primeiro trimestre, valor que já corresponde a 85% de todo o volume registrado em 2025. O dado indica uma retomada gradual do mercado de equity, após um período mais restritivo para emissões.

O fluxo estrangeiro também contribuiu para o desempenho, com saldo positivo de investidores não residentes ao longo dos três primeiros meses do ano, reforçando o apetite externo por ativos brasileiros.

FIIs, Fiagros e FIDCs puxam crescimento dos híbridos

Nos instrumentos híbridos, os fundos imobiliários (FIIs) e Fiagros atingiram volumes recordes para o período. Os FIIs movimentaram cerca de R$ 20 bilhões, enquanto os Fiagros alcançaram aproximadamente R$ 3,3 bilhões, segundo a Anbima.

Já os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) registraram crescimento expressivo de 37,8% na comparação anual, consolidando-se como uma das principais ferramentas de financiamento estruturado no país.

Debêntures seguem relevantes e avançam no secundário

No segmento de renda fixa, as debêntures mantiveram protagonismo, com R$ 99,3 bilhões em emissões no trimestre. No mercado secundário, o volume negociado atingiu R$ 236,1 bilhões, alta de 20,1% frente ao mesmo período de 2025, conforme dados da Anbima.

Os títulos incentivados passaram a representar 43,8% do total captado, enquanto as emissões com prazo superior a 10 anos responderam por 42,8% das operações, indicando alongamento do perfil de dívida das empresas.

Por outro lado, os spreads das debêntures indexadas ao CDI apresentaram elevação ao longo do trimestre, refletindo sinais de maior seletividade e percepção de risco no mercado de crédito.

Março concentra forte volume de emissões

A Anbima também destaca que, apenas no mês de março, o mercado de capitais movimentou R$ 73,4 bilhões em 239 operações, com destaque para debêntures (R$ 45,4 bilhões) e FIIs (R$ 11,1 bilhões).

Empresas fechadas lideram captação via dívida

Segundo o levantamento, empresas de capital fechado e sociedades limitadas responderam por 66% das operações de dívida, reforçando o papel do mercado de capitais como alternativa relevante ao crédito bancário tradicional.

Captações externas têm protagonismo soberano

No mercado internacional, as emissões somaram cerca de US$ 8,7 bilhões no trimestre, com destaque para a República, responsável por mais da metade das captações externas, de acordo com a Anbima.

Diversificação e amadurecimento do mercado

Na avaliação da entidade, o desempenho do primeiro trimestre de 2026 reforça a tendência de diversificação das fontes de financiamento no Brasil, com crescimento de instrumentos estruturados e maior participação de investidores estrangeiros.

Mesmo em um ambiente de crédito mais seletivo, o volume recorde indica que o mercado de capitais segue como peça central no financiamento das empresas brasileiras.

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