Donos de prédio do Hospital Dr. Edgley acionam Justiça para despejo da Prefeitura de Campina Grande


Hospital Dr. Edgley, em Campina Grande
Divulgação/PMCG
A Prefeitura de Campina Grande, no Agreste da Paraíba, foi acionada na Justiça pelos proprietários do imóvel onde funciona o Hospital Municipal Dr. Edgley, que solicitaram o despejo da unidade devido a uma dívida de aluguéis em atraso que, segundo o processo, ultrapassa R$ 4 milhões.
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De acordo com a ação, o contrato de locação estabelece pagamento mensal de R$ 95 mil. Os proprietários afirmam que os repasses não vêm sendo feitos de forma regular, incluindo períodos posteriores a um acordo firmado entre as partes em 2022, que previa a quitação de débitos anteriores.
Ainda conforme o processo, o acordo foi iniciado com o pagamento de uma entrada e mais nove parcelas, restando três parcelas em aberto. Com atualização de juros, esse valor chega a R$ 793.400,23.
Em nota encaminhada à TV Paraíba, a Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande informou que não recebeu notificação oficial sobre o processo até o momento.
“A Secretaria Municipal de Saúde, até o momento, não foi oficialmente notificada sobre a referida ação. Somente após o recebimento formal e a devida análise do conteúdo poderá se pronunciar”, informou.
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Os autores da ação também detalham os valores referentes aos aluguéis em atraso:
2023: seis meses não pagos, totalizando R$ 705.096,27
2024: dez meses não pagos, totalizando R$ 1.162.956,95
2025: dez meses não pagos, totalizando R$ 1.047.940,46
2026: quatro meses não pagos, totalizando R$ 386.100,07
Somados, os débitos chegam a R$ 4.095.493,98, conforme os valores apresentados na ação judicial.
Outros registros
Casos envolvendo atraso em pagamento de aluguéis já foram registrados anteriormente pela gestão municipal. Um deles resultou na saída das secretarias de Administração e Obras de um imóvel alugado, após decisão judicial motivada por inadimplência.
Outro episódio envolveu um imóvel residencial no bairro do Araxá, utilizado como Unidade Básica de Saúde (UBS). Segundo o relato, houve pedido de despejo por atraso nos pagamentos, mas o imóvel foi devolvido antes da execução da medida.
Até a última atualização desta reportagem, não havia decisão judicial divulgada sobre o pedido de despejo relacionado ao hospital.
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