
Um dos bombeiros que estavam no caminhão que colidiu com uma aeronave da Air Canada no dia 22 de março, no aeroporto de LaGuardia, em Nova York (EUA), disse ter ouvido o alerta “pare, pare, pare” do controlador de tráfego, mas não sabia pra quem era a instrução, segundo as autoridade federais dos Estados Unidos.
As informações divulgadas nesta quinta-feira (23) pela Associated Press dão conta de que o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB, sigla em inglês) afirmou, em um relatório preliminar, que um dos sistemas de segurança do aeroporto falhou ao não apagar as luzes da pista que funcionam como semáforo.
Segundo as autoridades, essa iluminação apaga sempre 2 ou 3 segundos antes de um avião pousar e ela foi apagada depois, segundos antes da colisão.
O relatório ainda disse que não houve alerta sonoro, mas que um bombeiro que estava operando o caminhão ouviu o controlador dizer: “Caminhão 1, pare, pare, pare”, e percebeu que ele estava ordenando que o caminhão parasse.
Entretanto, neste momento, o caminhão já havia entrado na pista enquanto o avião da empresa canadense pousava e se aproximava em alta velocidade.
Quando o agente começou a manobrar o veículo, já era possível ver as luzes do avião na pista, compartilha o relatório.
Segundo os investigadores, o alerta mais veemente foi feito 12 segundos depois do controlador ter autorizado o avião a pousar.
O caminhão dos bombeiros liderava um comboio de seis veículos que estavam atendendo uma emergência de outra aeronave, que alegava ter um odor na cabine antes do momento da decolagem.
Sobre o acidente
O avião era um jato de modelo CRJ900 de Montreal. A aeronave transportava mais 70 pessoas e aproximadamente 40 delas precisaram de atendimento médico.
Os pilotos Antoine Forest, de 24 anos, e Mackenzie Gunther, de 30, morreram.
Movimento acima da média
Segundo AP News, a torre de controle do aeroporto LaGuardia estava mais movimentada do que o normal no dia do acidente por conta de atrasos nos voos.
O número de voos após às 22h (horário local) chegou a dobrar, de acordo com dados da empresa de análise de aviação Cirium.
Ao mesmo tempo, a torre de controle coordenava a resposta de emergência ao odor incomum que estava causando mal-estar nos comissários de bordo.
