Fragata Tamandaré é incorporada à Marinha no Rio; veja o raio-x do novo navio de guerra do Brasil


Fragata Tamandaré: veja teste de torpedos do novo navio de guerra da Marinha
A Marinha do Brasil incorpora nesta sexta-feira (24), em cerimônia pela manhã no Rio de Janeiro, a Fragata Tamandaré (F200), primeiro navio de uma nova classe construída no país.
Com tecnologia de última geração, capacidade de atuação simultânea em diferentes tipos de guerra – submarina, de superfície e aérea – e foco na proteção da chamada Amazônia Azul, a embarcação marca a renovação do poder naval brasileiro. Veja abaixo um raio-x do novo navio.
Projeto estratégico
Fragata Tamandaré na entrada da Baía de Guanabara, com o Pão de Açucar e o Cristo ao fundo
Divulgação/Marinha do Brasil
Construída em Itajaí (SC), com mão de obra nacional e transferência de tecnologia alemã, a fragata é a primeira de quatro unidades previstas no Programa Fragatas Classe Tamandaré, voltado à modernização da esquadra.
A incorporação ocorre após a chamada “Mostra de Armamento”, cerimônia que marca a entrega do navio ao setor operativo da Marinha.
Segundo a Força, a embarcação será usada para:
monitoramento do espaço marítimo;
defesa de ilhas oceânicas;
proteção de estruturas estratégicas;
e na segurança das rotas de comunicação marítima.
Raio-x da Fragata Tamandaré
Raio-x da Fragata Tamandaré (F200)
Arte/g1
📏 Dimensões e estrutura:
107,2 metros de comprimento — equivalente a um campo de futebol
20,2 metros de altura — cerca de um prédio de seis andares
Pista e hangar para helicóptero, ampliando o alcance operacional
⚙️ Desempenho:
Velocidade máxima: 25 nós (aproximadamente 47 km/h)
Autonomia: 5.500 milhas náuticas
Tripulação: 154 militares
🧠 Tecnologia embarcada:
A fragata reúne sistemas considerados de ponta:
Sistema de combate integrado, que centraliza informações e decisões
Radar de vigilância aérea e de superfície, capaz de detectar alvos a longas distâncias
Sensores de guerra eletrônica, que monitoram sinais e emissões no ambiente
Sonar de casco, para identificação de ameaças submarinas
Sistemas eletro-ópticos e infravermelhos
Características stealth, que reduzem a detecção por radares
O sistema de gerenciamento de combate utiliza algoritmos para identificar e classificar ameaças e indicar a melhor resposta em tempo real
💥 Poder de fogo
Fragata Tamandaré
Divulgação/Marinha do Brasil
A Tamandaré foi projetada para atuar simultaneamente em diferentes cenários de combate:
Mísseis antinavio, para ataques contra embarcações
Mísseis antiaéreos de lançamento vertical, para defesa contra aeronaves
Torpedos, voltados ao combate submarino
Canhão de 76 mm de tiro rápido
Metralhadoras 12,7 mm
Sistemas de autoproteção antimíssil
🌊 Papel na Amazônia Azul
A Marinha chama de “Amazônia Azul” o mar territorial e a zona econômica exclusiva; veja no mapa a extensão da proteção do mar brasileiro
Marinha/divulgação
As fragatas da nova classe são consideradas estratégicas para a proteção da área marítima conhecida como Amazônia Azul, sob jurisdição brasileira, e que ultrapassa 5,7 milhões de km².
Além da defesa, os navios também devem atuar em missões internacionais e reforçar a presença do Brasil em áreas de interesse estratégico.
Fotos da Fragata Tamandaré
Fragata Tamandaré
Divulgação/Marinha do Brasil
Fragata Tamandaré vista de cima
Divulgação/Marinha do Brasil
Fragata Tamandaré na Baía de Guanabara, em direção ao vão central da Ponte Rio-Niterói
Divulgação/Marinha do Brasil
Fragata Tamandaré na Baía de Guanabara, ao lado do Aeroporto Santos Dumont
Divulgação/Marinha do Brasil
Fragata Tamandaré
Divulgação/Marinha do Brasil
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