
O ginecologista Marcelo Arantes foi preso na quinta-feira (23), em Goiás, após a Polícia Civil identificar ao menos 12 vítimas de abuso sexual. Ele atendia em Goiânia e Senador Canedo. A prisão muda o rumo do caso: o médico deixa de responder em liberdade e passa a ficar detido enquanto a investigação avança.
A decisão ocorre depois de a Justiça ter negado a prisão semanas antes. Agora, com mais denúncias, a polícia conseguiu mandado de prisão preventiva. O inquérito segue aberto e pode incluir novos casos.
A prisão foi feita pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Senador Canedo. Segundo a polícia, os crimes investigados são de estupro de vulnerável. As vítimas seriam pacientes atendidas em consultório.
O número de mulheres que denunciaram o médico mais que dobrou. Antes, eram cinco casos identificados. Só em Senador Canedo, agora são 12 vítimas.
Casos desde 2017
A investigação começou há cerca de 40 dias, após relatos de abusos durante consultas e exames ginecológicos. A primeira denúncia registrada é de 2017.

De acordo com a polícia, o padrão se repetia: o médico praticava atos libidinosos durante atendimentos. As vítimas eram pacientes em situação de vulnerabilidade no momento dos exames.
Antes da prisão, Marcelo Arantes seguia atendendo normalmente. A polícia já havia pedido a detenção, mas a Justiça havia imposto apenas medidas cautelares, sem detalhar quais.
A delegada responsável autorizou a divulgação do nome e da imagem do médico para incentivar outras possíveis vítimas a procurar a polícia.
O iG não conseguiu contato com a defesa de Marcelo Arantes. O espaço segue aberto.
