
Garrafa de refrigerante explode em panificadora de SC e assusta funcionários e clientes
Uma câmera de monitoramento flagrou o momento em que uma garrafa de refrigerante de 3 litros explodiu, assustando funcionários e clientes de uma panificadora de Urubici, na Serra de Santa Catarina. O caso ocorreu no momento em que o proprietário entregava o item congelado a uma funcionária.
As imagens mostram que, no instante da troca, a embalagem explodiu nas mãos da mulher (assista acima). Ninguém ficou ferido.
✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp
Lucas Ferreira, proprietário do estabelecimento, disse que estava retirando a garrafa da geladeira porque o refrigerante havia congelado. “Quando entreguei para nossa colaboradora, acabou acontecendo a explosão”, comentou.
“A bagunça foi enorme e o susto também. Mas, no fim, depois do susto, acabamos rindo do acontecimento”, admite.
A situação chamou tanta atenção entre os frequentadores que ele decidiu guardar o que resto da embalagem para mostrar aos curiosos. Apesar do plástico totalmente amassado, a tampa permaneceu lacrada.
Garrafa de refrigerante explodiu em panificadora de Urubici (SC)
Redes sociais/ Reprodução
O que pode ter acontecido?
Segundo o doutor em física Marcelo Schappo, professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), a explosão está ligada a dois fatores: variação de volume na troca de estado físico e liberação do CO2.
Ele lembra que a maioria das substâncias, como etanol e vários metais, tem seu volume reduzido quando congelam. Mas a água faz exatamente o contrário.
“Quando ela congela, ela forma uma estrutura sólida que acaba ocupando um volume maior do que quando a substância está no estado líquido. Assim, quando um refrigerante confinado na garrafa ou na latinha congela, como ele é composto majoritariamente por água, ele vai expandir, aumentar seu volume, e isso, consequentemente, passa a exercer uma pressão maior contra as paredes”, explica.
Garrafa de refrigerante ficou destruída após explosão em SC
Arquivo pessoal
Ao mesmo tempo, quanto mais baixa a temperatura, menor é a solubilidade do gás no refrigerante. “Assim, enquanto a temperatura decresce, libera-se gás carbônico para o espaço dentro do recipiente. E isso, é claro, ajuda, novamente, a aumentar a pressão ali dentro contra as paredes”, continua.
Os efeitos, segundo ele, se reforçam: a água expande e exerce mais pressão nas paredes, e o gás dissolvido também sofre uma liberação parcial a partir do líquido e contribui ainda mais para o aumento da pressão.
“Assim, quando isso atinge um valor limite de resistência do recipiente, pode ocorrer uma ruptura explosiva”, conclui.
Garrafa de refrigerante explode em panificadora de SC e assusta funcionários e clientes
Reprodução
VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias
