
Após passar mal e apresentar sangue na urina, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi diagnosticado com infecção urinária, após deixar a Superintendência da Polícia Federal (PF), onde está preso desde 19 de março. Ele foi internado na quinta-feira (23), em hospital particular de Brasília para atendimento médico e realização de exames.
O empresário já está de volta à custódia na PF após estabilização do quadro de saúde e tratamento. Vorcaro passou por exames de imagem como tomografia, ressonância e ultrassom, no Hospital DF Star, na capital federal. Além disso, fez exames laboratoriais.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) liberou a saída da principal figura do Caso Master (Vorcaro) após pedido da defesa.
Da cela para o hospital
Tudo começou na segunda-feira (20), véspera do feriado de Tiradentes. Daniel Vorcaro se queixou de estar com mal-estar e o sangramento. Ele teve o primeiro atendimento ainda na Superintendência da PF.
Com a persistência do sangramento no decorrer desta semana, a defesa recorreu ao STF pedindo autorização para saída do empresário para unidade hospitalar.
Segundo o médico Leandro Curi, quadro de infecção urinária poder estar ligado ao estresse que atua no organismo e baixa a imunidade, deixando uma “porta aberta” para doenças.
Ao passo da delação
O estado de saúde abalado de Daniel Vorcaro acontece no momento em que o banqueiro enfrenta interrogatórios da PF e Procuradoria-Geral da República (PGR), em meio uma possível delação premiada.
Tendo como base o tempo de carceragem “especial”, o benefício de colaboração com a justiça em troca de alívio de pena, já está em vias de finalizar e tornar público.
O encerramento desta etapa é fundamental para o andamento das investigações a cerca do Caso Master e suas ramificações. Se aceito o acordo entre o empresário e as autoridades, ele ainda passará por aprovação do ministro Mendonça, relator do caso no Supremo.
Vorcaro foi detido na Operação Compliance Zero e está em prisão preventiva desde 4 de março. Ele passou 13 dias na Penitenciária Federal de Brasília, por decisão do STF e foi transferido para a Superintendência da PF, em meio a investigações de fraudes financeiras, dentre outros crimes e possíveis tratativas de delação premiada.
