
Sabores e saberes ancestrais: indígenas valorizam cultura através do empreendedorismo em Manaus.
Reprodução/Rede Amazônica
Em Manaus, famílias indígenas têm transformado a culinária e o artesanato em fonte de renda e inovação. Um restaurante criado há cinco anos por uma família Sateré-Mawé mostra como o empreendedorismo pode valorizar tradições e conquistar espaço na cidade.
O negócio começou pequeno, com apenas dois pratos no cardápio. Hoje, oferece receitas típicas dos povos Tukano e Sateré-Mawé, preparadas com ingredientes como tucupi preto, formigas e caldos de pimenta. A proposta une sabor e ancestralidade.
O turista Giovani Lourenço aprovou a experiência. “Muito bom, muito positiva a experiência, comida muito boa. A ancestralidade está muito presente também”, afirmou.
📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp
Veja os vídeos que estão em alta no g1
A chef Clarinda Sateré explica que o objetivo vai além da gastronomia:
“É servir a nossa cultura, falar da nossa cultura. Reconstruir tudo aquilo que nós indígenas deixamos de praticar por conta do preconceito, sobretudo”, disse.
Microempreendedores indígenas
Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), quase 300 indígenas atuam como microempreendedores individuais (MEIs) no Amazonas. A Região Norte concentra a maior parte dos empreendedores originários do país.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que mais de 70 mil indígenas vivem em Manaus. Muitos buscam alternativas de renda sem abrir mão das tradições, reinventando-se no cenário urbano e mantendo viva a ancestralidade.
Artesanato indígena
Além da culinária, o artesanato também fortalece a economia indígena. Em uma feira realizada na maior comunidade indígena da capital, artesãos expõem colares, brincos, pulseiras e tecidos de palha. A artesã Ana Alice Baré conta que ela mesma tece a maioria das peças.
Para os consumidores, os produtos representam mais que estética. “Eu adoro a arte indígena. Sou amazônida, tenho respeito aos povos originários e sempre que posso eu compro”, afirma o professor Franklin Tavares.
A artesã Ana Alice Baré apresenta colares, brincos, pulseiras e tecidos feitos de palha.
“Eu faço colar, brincos, pulseiras e também o tecido de palha. A maioria dessas palhas fui eu que teci”, contou.
Sabores e saberes ancestrais: indígenas valorizam cultura através do empreendedorismo em Manaus.
Reprodução/Rede Amazônica
Entre sabores e artes, a cultura indígena segue conquistando espaço na cidade e se firmando como fonte de renda e valorização das tradições.
Sabores e saberes ancestrais: indígenas valorizam cultura através do empreendedorismo em Manaus.
Reprodução/Rede Amazônica
