
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, nesta segunda-feira (27), uma operação para desarticular uma quadrilha especializada em golpes digitais, que se passava por uma plataforma oficial de pagamentos online. A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).
Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Ao todo, duas pessoas foram presas.
Durante a ação, foram apreendidos uma pistola, duas réplicas de armas de fogo, R$ 8 mil em espécie, mais de 20 máquinas de cartão e diversos cartões bancários em nome de terceiros.
Como funcionava o golpe
As investigações começaram em 2025, após uma vítima relatar que foi enganada ao buscar atendimento por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais, acreditando estar em contato com canais oficiais de uma plataforma de pagamento conhecida. Segundo a Polícia Civil, os criminosos induziam as vítimas ao erro através de contas falsas e anúncios pagos para realizavar transações bancárias não autorizadas.
De acordo com a DRCI, o grupo utilizava uma rede de máquinas de cartão, de diferentes operadoras, para processar os valores obtidos com os golpes. Em um dos casos investigados, as transações foram vinculadas a equipamentos registrados em nome de um dos suspeitos.
O investigado foi ouvido na delegacia e afirmou possuir oito máquinas, que, inicialmente, seriam utilizadas em eventos de uma casa de shows no Recreio dos Bandeirantes. Posteriormente, ele admitiu ter facilitado as operações a pedido de outro integrante do esquema.
Uso de Pix e divisão de lucros
Ainda segundo as investigações, o grupo realizava repasses imediatos dos valores roubados por meio do Pix para contas de terceiros, com o objetivo de dificultar o rastreamento e ocultar a origem dos recursos. Em troca, os responsáveis pelos caminhos do pagamento recebiam comissões em dinheiro.
Mandados e apreensões
Com base nas evidências reunidas ao longo da investigação, a PolÍcia Cívil solicitou à Justiça os mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos em endereços residenciais e também em um estabelecimento comercial utilizado para armazenar as máquinas de cartão empregadas nos golpes.
Todo o material recolhido nos 12 endereços investigados foi encaminhado para à análise pericial e investigativa.
