Consumo e contas mensais dividem eleitores de Lula e Flávio

Flávio Bolsonaro (PL) e Luís Inácio Lula da Silva (PT)Divulgação

Pesquisa recente da BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (27), mostra a manutenção do cenário de polarização na corrida presidencial. O presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) seguem isolados na liderança das intenções de voto. O levantamento revela que o que separa os dois candidatos não é apenas a ideologia, mas a percepção do eleitor sobre sua própria capacidade de consumo.

A relação é direta quando se diz respeito ao bem-estar financeiro e a preferência eleitoral para a cadeira de presidente da República no caso da disputa se estender para o segundo turno, segundo a pesquisa.

Os entrevistados que têm preferência por Lula afirmaram “ter pouca ou nenhuma dificuldade de consumo atualmente”, apresentaram significativa favoritismo a votar no atual presidente e se inclinam para a manutenção no atual projeto político.

Do outro lado do palanque, a bancada vira entre os eleitores que estão com aperto no orçamento. Para esses eleitores que passam por dificuldades crescentes para comprar o básico e pagar as contas atualmente, direcionam apoio a Flávio Bolsonaro.

Pesquisa de opinião

Além das intenções de voto, a pesquisa aponta quase um “platô” em índices de indecisos, preferência de candidato no que tange o voto espontâneo e inclinações em caso de segundo turno:

Pesquisa BTG/Nexus de intenção de votos para presidente no Brasil de abril 2026Conteúdo gerado por IA

Aprovação do Governo

O índice de aprovação do governo Lula teve discreto aumento, segundo a pesquisa. A taxa de aprovação foi de 45% para 46%. Neste cenário, a reprovação do governo federal recuou, saindo de 51% para 49%. Sendo assim, o saldo negativo do atual presidente saiu de menos seis para menos três. 

O levantamento da Nexus, unidade de pesquisa da FSB Holding encomendada pelo banco BTG Pactual, realizou entrevistas com 2.028 pessoas, em todo País, entre os dias 24 e 26 de abril.  A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

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