
O desembargador Vicente de Oliveira Silva foi eleito nesta segunda-feira (27) presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) no biênio 2026/2026.
Ele obteve 86 votos no primeiro turno, contra 59 recebidos pelo seu adversário, o desembargador Maurício Soares.
Vicente de Oliveira assumirá o cargo no lugar do desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior, que comandou a Corte nos últimos dois anos.
Um total de 146 desembargadores participaram da votação, que foi realizada de forma presencial e remota.
Máquina gigantesca
Vicente de Oliveira assumirá o comando do terceiro Tribunal de Justiça estadual do país em 1º de julho, com a responsabilidade de gerir uma máquina gigantesca, integrada por cerca de 20 mil servidores ativos, 1050 magistrados (entre juízes e desembargadores), distribuídos por quase 300 comarcas, além de um orçamento estimado em R$ 13 bilhões.
Trajetória
Vicente de Oliveira Silva foi promovido a desembargador em 30 de abril de 2014 e, atualmente, exerce o cargo de superintendente administrativo adjunto do TJMG.
Natural de Água Boa (MG), ele é bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tendo iniciado sua trajetória como servidor público em 1979, quando ocupou o cargo de Técnico Judiciário da Justiça Federal, onde permaneceu até 1992.
Entre os anos de 1992 e 1995, Vicente de Oliveira Silva foi promotor de Justiça, com atuação nas Comarcas de Matozinhos, Ribeirão das Neves, Sete Lagoas e Santa Luzia.
Ele ingressou na magistratura mineira em 1995, atuando nas Comarcas de Contagem, Vespasiano, Itamarandiba, Diamantina, Nova Lima e Belo Horizonte.
Foi também juiz coordenador dos Juizados Especiais da Capital (2008 a 2014), membro e presidente da 7ª Turma Recursal Cível do Grupo Jurisdicional da Comarca de Belo Horizonte (2002/2014) e membro do Conselho de Supervisão e Gestão dos Juizados Especiais de Minas Gerais (2007/2014).
Em sua trajetória, destaca-se ainda a participação como membro de diversas comissões e grupos de trabalho do Judiciário; o fato de ter sido superintendente da Coordenadoria da Infância e da Juventude (Coinj) do Tribunal mineiro, no biênio 2016/2018; e de ter integrado o Comitê Gestor Nacional do Sistema CNJ – Projudi.
(*) A eleição para os demais cargos transcorrem em segundo escrutínio.
(**) Com informações do TJMG
