O que uma cidade catarinense de 141 mil habitantes tem em comum com uma megametrópole japonesa e a capital da Áustria? Brusque acaba de ser apontada como a cidade mais segura do Brasil. Tóquio lidera o Japão, e Viena encabeça a lista das cidades mais seguras da Áustria. Três países, três realidades e um mesmo resultado.
Por que Brusque é a cidade mais segura do Brasil?
O município de Brusque, localizado no Vale do Itajaí, ficou em primeiro lugar no ranking da MySide, que analisou dados do Ministério da Saúde e do IBGE para todos os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes.
Segundo o Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2025, a cidade registrou uma taxa de **1,43 homicídio por 100 mil habitantes**, a menor do país. O índice é mais de 20 vezes inferior à média nacional e coloca Brusque no mesmo patamar de segurança de países europeus.
Os pilares que sustentam esse resultado incluem:
- Gestão fiscal eficiente: Brusque tem o 11º maior PIB per capita de Santa Catarina, impulsionado por polos têxtil e metalmecânico.
- Educação básica consistente: taxa de matrícula de 98,6% entre 6 e 14 anos e evasão escolar zero.
- Infraestrutura urbana completa: cobertura de saneamento básico universalizada e iluminação pública eficiente.
- Tecnologia integrada à segurança: monitoramento por câmeras e integração entre guarda municipal e polícia civil.

O que faz de Tóquio a cidade mais segura do Japão?
A Economist Intelligence Unit classificou Tóquio como a cidade mais segura do mundo no Safe Cities Index 2019, repetindo o feito pela terceira vez consecutiva desde 2015. A capital japonesa liderou entre 60 cidades avaliadas.
De acordo com a Agência Brasil, Tóquio recebeu pontuação máxima em planejamento de prevenção de desastres e baixos índices de crimes violentos. A cultura de vigilância comunitária e os postos policiais de bairro, chamados koban, sustentam essa posição.
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Por que Viena lidera a segurança na Áustria?
Viena lidera a lista das 10 cidades mais seguras da Áustria, segundo o guia internacional Travelsafe-Abroad. A capital austríaca combina baixíssima taxa de criminalidade com iluminação pública impecável e presença policial visível.
A cidade também dominou o Global Liveability Index da Economist Intelligence Unit por três anos consecutivos, atingindo nota máxima em estabilidade e segurança, saúde, educação e infraestrutura. Viena prova que segurança é resultado de serviços públicos que funcionam.

O que conecta Brusque, Tóquio e Viena além dos números?
Os contextos são radicalmente diferentes, mas os fundamentos se repetem. As três cidades compartilham investimento em tecnologia de monitoramento, educação pública de qualidade e coesão social que desestimula o crime antes que ele aconteça.
A confiança da população nas instituições é outro fator comum. Quando o cidadão sabe que o sistema funciona, a cooperação com as forças de segurança aumenta e os índices criminais caem de forma consistente.
No vídeo a seguir, o canal Leo e Fabi, com mais de 260 mil inscritos, fala um pouco sobre essa cidade:
Como o Brasil pode aprender com esses exemplos?
Brusque não tem o orçamento de Tóquio nem a tradição de Viena. Mas prova que gestão pública focada, integração tecnológica e participação comunitária conseguem resultados comparáveis aos das líderes mundiais.
O desafio não é copiar modelos estrangeiros, e sim entender quais políticas podem ser replicadas em municípios de maior porte. Brusque senta à mesma mesa que Tóquio e Viena com um recado claro: segurança de país rico é possível no Brasil quando há prioridade, planejamento e execução consistente.
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