Mãe e filho brasileiros morrem em bombardeio de Israel no Líbano

Sede do Ministério das Relações ExterioresMARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

O Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, confirmou, nesta noite de segunda-feira (27) que uma criança de 11 anos e sua mãe, ambas brasileiras, morreram após ataques israelenses no Líbano.

O ataque do Exército de Israel no sul do Líbano, que matou também o pai da criança, um libanês, aconteceu no domingo (26), apesar do cessar‑fogo em vigor com o Hezbollah, grupo extremista libanês apoiado pelo Irã, ter sido prorrogado até maio, segundo agências internacionais.

Outro filho do casal, também brasileiro, encontra-se hospitalizado.

Em nota oficial, o Itamaraty afirmou que o governo do Brasil  tomou conhecimento, com consternação e pesar, das mortes.  Ainda segundo o comunicado, a família encontrava-se em sua residência, no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano, no momento do bombardeio.

O órgão afirma ainda que o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah.

Destaca ainda que condena as demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano, levadas a efeito, ao longo das últimas semanas, pelas forças israelenses, e a persistência do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses.

Apoio ao filho hospítalizado

Encerrando a nota, o Itamaraty informa também que a embaixada do Brasil em Beirute está em contato com a família dos brasileiros falecidos para prestar assistência consular, incluindo para o filho hospitalizado.

Segundo agências internacionais, a ofensiva ocorreu após a emissão de um alerta de evacuação para moradores de sete cidades e vilarejos da região.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump havia anunicado, na quinta-feira (23) a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas.

A decisão foi tomada após uma nova reunião entre autoridades dos dois países em Washington. A trégua entrou em vigor em 16 de abril e previa duração inicial de 10 dias, antes de ser prorrogada.

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