Com 2.876 unidades fabricadas a partir de 1956, o icônico ônibus de dois andares virou o símbolo imortal das ruas de Londres

AEC Routemaster é o inconfundível ônibus de dois andares com plataforma aberta que definiu o transporte público londrino a partir de 1956. Para turistas e cidadãos, a frota original virou o símbolo imortal das ruas de Londres, na Inglaterra, estampando cartões-postais no mundo todo.

Por que o AEC Routemaster virou o símbolo das ruas de Londres?

Desenhado exclusivamente para as ruas estreitas, sinuosas e movimentadas da capital inglesa, o ônibus combinou funcionalidade extrema com uma estética inesquecível. A famosa cor vermelha brilhante foi adotada para garantir máxima visibilidade nos dias de densa neblina, o famoso “fog” londrino.

A característica mais amada do veículo era a plataforma traseira aberta e contínua. Segundo os arquivos históricos do London Transport Museum, essa plataforma permitia que os passageiros subissem e descessem do ônibus em movimento, agilizando o embarque.

Com 2.876 unidades fabricadas a partir de 1956,o icônico ônibus de dois andares virou o símbolo imortal das ruas de Londres
Ônibus clássico de dois andares com plataforma aberta que marcou o
transporte público londrino New – Créditos: depositphotos.com / chrispictures

Quais as inovações mecânicas deste veículo de 1956?

A engenharia do ônibus herdou técnicas da aviação desenvolvidas durante a Segunda Guerra Mundial. O chassi e a carroceria integrados em liga de alumínio reduziram drasticamente o peso do veículo, melhorando a eficiência de combustível e a agilidade nas curvas urbanas.

Para compreender como essa máquina se destacava na engenharia civil e automotiva, comparamos o clássico inglês com os padrões da época:

Aspecto de Engenharia AEC Routemaster (1956) Ônibus Comuns da Década de 50
Material da Carroceria Liga de alumínio leve (tipo aviação) Aço pesado e madeira
Sistema de Embarque Plataforma traseira aberta e contínua Porta única com degraus altos
Capacidade de Passageiros 64 lugares sentados (em dois andares) Cerca de 40 lugares (um andar)

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Como a tecnologia de manutenção rápida mantinha a frota ativa?

O motor e o eixo dianteiro foram projetados como um submódulo removível e independente. Quando o ônibus apresentava falhas mecânicas, os técnicos podiam retirar toda a frente do veículo, instalar um motor revisado e devolvê-lo às ruas em poucas horas, minimizando o tempo ocioso de frota.

Essa eficiência na manutenção garantiu que os veículos operassem regularmente até meados dos anos 2000. O fim da operação diária ocorreu principalmente devido a novas exigências legais de acessibilidade para cadeirantes, algo que o design focado em degraus de 1956 não comportava.

Para mergulhar na história de um dos maiores impérios industriais da Grã-Bretanha, selecionamos o conteúdo do canal Lost Industries. No vídeo a seguir, você conhecerá a trajetória da AEC, a fábrica por trás dos lendários ônibus de Londres e veículos militares que atravessaram duas guerras mundiais, detalhando visualmente como esse império surgiu e desapareceu:

Quais os dados técnicos que imortalizaram o ônibus vermelho?

Produzido pelas fabricantes AEC e Park Royal Vehicles, o modelo estabeleceu o padrão visual global para ônibus de dois andares (double-deckers). Para colecionadores e historiadores de mobilidade, os números da produção validam o imenso impacto da máquina no transporte europeu.

Abaixo, detalhamos os indicadores oficiais de produção mantidos pelo órgão Transport for London (TfL):

  • Unidades Produzidas: 2.876 ônibus entre os anos de 1954 e 1968.

  • Configuração Mecânica: Motor dianteiro com tração traseira.

  • Sistema de Cobrança: Exigia um cobrador a bordo caminhando para emitir bilhetes.

  • Aposentadoria Oficial: Retirado do serviço regular diário em dezembro de 2005.

Como encontrar e passear nas unidades preservadas na Inglaterra?

Embora não operem mais nas rotas normais diárias, dezenas de unidades foram preservadas por empresas de turismo patrimonial e colecionadores particulares. É possível alugar os veículos históricos para casamentos ou embarcar nas rotas turísticas nostálgicas que ainda rodam pelo centro da cidade.

Sentar no andar superior do clássico vermelho vibrante e observar monumentos como o Big Ben é uma viagem no tempo garantida. O ônibus é uma verdadeira obra-prima do design britânico, provando que o transporte público funcional também pode se tornar um patrimônio cultural vivo.

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