
O corpo do menino brasileiro morto em um bombardeio no sul do Líbano já foi enterrado, mas os pais dele seguem desaparecidos. As mortes do pai e da mãe haviam sido confirmadas, mas a família ainda não conseguiu localizar os corpos após a explosão. As buscas ocorrem em meio aos escombros da casa atingida.
- ENTENDA O CASO: Mãe e filho brasileiros morrem em bombardeio de Israel no Líbano
A informação foi divulgada nesta semana pelo tio da criança, em relato exibido pela TV Globo.
Segundo Bilal Nader, tio do menino, o irmão dele, Ghassan Nader, e a cunhada, Manal Jaafar, estavam dentro do imóvel no momento do ataque. Os dois filhos do casal estavam do lado de fora.
A família não morava mais na casa. Eles voltaram ao local durante o cessar-fogo para retirar pertences. O bombardeio ocorreu nesse intervalo.
Ali Ghassan Nader, de 11 anos, morreu no ataque e já foi enterrado. O irmão mais velho sobreviveu. Ele foi levado a um hospital e, segundo a família, se recupera.
O tio afirmou que a força da explosão destruiu completamente o imóvel. “A casa de três andares virou pedaços”, disse.
O ataque aconteceu no domingo (26), no distrito de Bint Jbeil, no sul do Líbano. Naquele momento, havia um cessar-fogo em vigor entre Israel e o Hezbollah.
Mesmo com a trégua, novos bombardeios foram registrados. No mesmo dia, ao menos 14 pessoas morreram e 37 ficaram feridas na região, segundo agências internacionais.
Ataque ocorreu durante cessar-fogo prorrogado
O Ministério das Relações Exteriores confirmou, na segunda-feira (27), a morte do menino e da mãe, ambos brasileiros. O pai, libanês, também foi apontado como vítima do ataque.
Em nota, o Itamaraty afirmou que o bombardeio representa uma violação do cessar-fogo iniciado em 16 de abril. O governo brasileiro condenou ataques realizados durante a trégua, tanto por Israel quanto pelo Hezbollah.
A embaixada do Brasil em Beirute mantém contato com a família para prestar assistência, incluindo ao filho sobrevivente.
O cessar-fogo havia sido prorrogado por três semanas após negociação liderada pelos Estados Unidos. Apesar disso, ataques continuaram sendo registrados nos últimos dias.
Pelos termos do acordo, Israel mantém o direito de realizar operações contra o Hezbollah durante o período.
