MP denuncia uso de evento público para promoção política de prefeito em Carmo do Rio Claro, MG


Felipe Carielo (sem partido), prefeito de Carmo do Rio Claro (MG)
Redes sociais
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ajuizou uma Ação Civil Pública por improbidade administrativa contra o prefeito de Carmo do Rio Claro (MG), Filipe Carielo (atualmente sem partido). A ação, publicada em 23 de abril de 2026, é assinada pelo promotor Cassiano Cassiolato e aponta suposto uso indevido da estrutura do “Carmo Rodeio Fest 2024” para promoção pessoal e manifestações político-ideológicas.
📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram
De acordo com o MP, a prefeitura investiu R$ 1.581.910,20 na realização do evento, ocorrido entre os dias 1º e 5 de novembro de 2024. A acusação sustenta que, em vez de priorizar a valorização da cultura e da economia local, o prefeito teria “personalizado a festa”, atuando como animador e utilizando o palco para discursos políticos de caráter pessoal.
A investigação aponta ainda que Carielo teria determinado a interrupção de apresentações oficiais para exibição de conteúdos audiovisuais de seu interesse no telão principal. Entre os materiais exibidos, segundo o MP, estavam críticas ao atual presidente da República, elogios ao ex-presidente, ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e manifestações em defesa de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, classificados pelo prefeito como “presos políticos”.
MP denuncia uso de evento público para promoção política de prefeito em Carmo do Rio Claro (MG)
Ministério Público de Minas Gerais
O Ministério Público anexou ao processo registros de conversas entre servidores municipais que indicariam ordens diretas para coordenar a exibição dos vídeos nos momentos em que o prefeito subia ao palco. A Promotoria também destaca que Carielo utilizaria a expressão “prefeito de direita” em suas redes sociais, reforçando, segundo o órgão, a intenção de autopromoção política.
Para o MP, houve um “planejamento meticuloso” para uso de recursos públicos em benefício pessoal, o que pode configurar ato de improbidade com enriquecimento ilícito. “O réu desviou a finalidade das contratações públicas para satisfazer interesses pessoais”, afirma o promotor na ação.
Lucas Soares traz as notícias mais lidas da semana no g1 Sul de Minas
Na Justiça, o MPMG pede a perda do cargo público, a suspensão dos direitos políticos, o pagamento de multa civil, a devolução proporcional dos valores gastos com a estrutura utilizada para fins pessoais e a condenação por dano moral coletivo, sugerida em R$ 100 mil.
A EPTV, afiliada à TV Globo, entrou em contato com o prefeito Filipe Carielo para comentar as acusações, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Conversas entre servidores municipais indicariam ordens diretas para exibição dos materiais
Ministério Público de Minas Gerais
Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas
Adicionar aos favoritos o Link permanente.