
A Suprema Corte dos Estados Unidos analisa nesta quarta-feira (29) as medidas do presidente Donald Trump que retira as proteções humanitárias a centenas de milhares de imigrantes haitianos e sírios.
Os juízes federais vão ouvir argumentos dos recursos da administração contra a decisão de magistrados em Nova York e Washington, cidades dos EUA, que suspenderam ações para encerrar o Status de Proteção Temporária (TPS, na sigla em inglês).
A iniciativa era ofertado para 350 mil cidadãos do Haiti e mais de 6 mil na Síria, conforme dados da agência de notícias da Reuters. O Governo dos Estados Unidos defende que o TPS é um tipo de proteção oferecida e concebida como temporária.
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Embora o julgamento seja específico para cidadãos do Haiti e da Síria, as implicações podem ser ainda maiores. Isso porque haverá uma abertura para que a decisão seja ampliada para todos os 17 países que atualmente estão inclusos no TPS, o que deve equivaler a 1,3 milhão de imigrantes.
Esse é mais um momento onde o poder executivo de Trump é testado, assim como também a Suprema Corte, que tende a deferência em decisões presidenciais em questões imigratórias.
Como funciona o TPS?
A Lei de Imigração de 1990 adicionou o Status de Proteção Temporária como uma medida que permite migrante de países atingidos por guerra, desastres naturais ou outras catástrofes serem resguardados para viverem e trabalharem nos Estados Unidos.

Esse migrante pode solicitar a inclusão no TPS enquanto não for seguro retornar para o país natal.
Os haitianos recebem as concessões do status desde o grande terremoto de 2010 que devastou o país; no caso dos sírios, quando o território começou a enfrentar uma guerra civil em 2012. Em ambos os casos, o presidente era o democrata Barack Obama.
Desde então, as proteções foram prorrogadas repetidas vezes por conta de crises também contínuas.
