
Em clima de grande final, o indicado à cadeira de ministro da Suprema Corte, Jorge Messias, vence por maioria de votos a sabatina da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta quarta-feira (29).
Agora o nome do atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) vai para votação no Plenário da Casa, que vai bater o martelo.
O placar de 16 votos favoráveis contra 11 contrários confere a tendência desenhada da “preferência” por Messias, após as últimas mudanças na composição na CCJ, como a entrada do senador Renan Filho (MDB) como titular.
Durante o ciclo de questionamentos, Messias manteve tom moderado, defendeu e reforçou a “harmonia entre os poderes” e a conduta imparcial e pacificadora frente o Supremo Tribunal Federal (STF).
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O favorito ao Supremo destacou a função do Judiciário e a porta estreita que a instituição passa quando a reputação institucional.
A sabatina
O indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respondeu perguntas de 22 senadores da CCJ que o questionaram sobre ativismo político e temas polêmicos como legalização do aborto, atentados do 8 de Janeiro, fim da escala de trabalho 6 por 1 e INSS.
A sessão se estendeu por mais de 8 horas e o aval do colegiado consolida a articulação do governo federal nas últimas semanas.
Seguindo o trâmite legal do Legislativo, o aprovado pela comissão segue para o Plenário do Senado na tarde desta quarta, ainda. Para sua efetivação como ministro do STF, Messias precisará no mínimo de 41 votos dos 81 senadores.
Da votação
Conforme apurado pelo iG, a estratégia da base aliada do Governo Federal no Senado é acelerar o processo da sabatina.
Atendendo pedido da senadora Eliziane Gama (PT), a votação foi aberta em meio aos questionamentos a Messias. Após três horas da abertura da sessão na CCJ, iniciou o registro em forma de “escrutínio secreto” e seguiu paralelo ao “interrogatório”.
A CCJ é composta por 27 senadores e Jorge Messias precisava de, no mínimo, 14 votos a favor.
