Famílias processam OpenAI por massacre escolar no Canadá

Escola Secundária Tumbler Ridge Reprodução

Familiares das vítimas do massacre a Escola Secundária Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica, Canadá, processaram a OpenAI, dona do ChatGPT e o CEO Sam Altman, em tribunal federal de São Francisco, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (29), alegando que a empresa sabia do plano da atiradora oito meses antes e não alertou a polícia.

O crime foi cometido por Jesse Van Rootselaar, de 18 anos, que disparou contra a própria mãe e o meio-irmão em casa, depois matou uma auxiliar de educação e cinco alunos em sua antiga escola, em fevereiro.

Em junho de 2025, os sistemas automatizados da companhia sinalizaram conversas de Rootselaar descrevendo cenários de violência armada.

A equipe de segurança recomendou contato com as autoridades, mas a liderança da OpenAI ignorou a orientação, para não expor o volume de conversas violentas na plataforma, o que poderia comprometer seu valor de mercado de cerca de R$ 5,7 milhões, apenas desativando a conta da autora, que criou uma nova e planejou o ataque.

Sete ações judiciais foram apresentadas simultaneamente. O advogado Jay Edelson, que representa os demandantes nos EUA, planeja entrar com mais 20 ações nas próximas semanas.

Indenização por danos

Os processos pedem indenizações por danos não especificados e uma ordem judicial obrigando a empresa a reformular suas práticas de segurança, incluindo protocolos de encaminhamento à policiais.

A OpenAI classificou o tiroteio como “uma tragédia” e afirma ter política de tolerância zero para uso das ferramentas em violência. Sam Altman, em carta ao primeiro-ministro, ainda se disse “profundamente arrependido” por não ter comunicado as autoridades.

A empresa também afirmou que reforçou as medidas de prevenção, com melhor detecção de angústia, apoio à saúde mental, escalonamento de ameaças e rastreamento de reincidentes.

*Estagiária sob supervisão

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