Em mais de 1 mês, Couto demite quase 1,5 mil; novas exonerações atingem presidente do Inea e Rioprevidência


Bernardo Rossi, Castro e Renato Jordão
Divulgação
O governador em exercício, Ricardo Couro, voltou a fazer uma série de exonerações nesta quinta-feira (30). Segundo o Palácio Guanabara, em 1 mês 1.477 servidores já foram demitidos. Nesta quinta, 58 comissionados foram dispensados. O presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e funcionários do Rioprevidência estão na lista.
Esse é um movimento que mira principalmente aliados do ex-governador Cláudio Castro (PL). O g1 apurou que o plano de reestruturação é mais amplo. Levantamento interno indica que as secretarias da Casa Civil e de Governo somavam cerca de 4 mil servidores.
A previsão é cortar aproximadamente 40% desse total, o equivalente a cerca de 1,6 mil cargos. Parte das exonerações mira funcionários que não estariam em atividade, conhecidos como “fantasmas”.
A estimativa do governo com as exonerações é de uma economia anual de até R$ 85 milhões. As demissões atingem cargos comissionados e são justificadas pela necessidade de reorganização administrativa, corte de gastos e combate a possíveis irregularidades, incluindo casos de servidores sem função efetiva.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça
Nesta quinta, o pente-fino atingiu nomes ligados a políticos da base de Castro, incluindo parentes e aliados diretos. Entre eles está Renato Jordão, amigo pessoal do ex-governador, e ligado ao ex-secretário de Meio Ambiente Bernardo Rossi. Jordão estava no cargo desde 2024.
Para seu lugar assume a engenheira florestal Denise Marçal Rambaldi. Atualmente, Denise era superintendente de Biodiversidade e Florestas da Secretaria Estadual do Ambiente.
O Inea é responsável por conceder o licenciamento ambiental, pela fiscalização, pela gestão de recursos hídricos e florestais, e pela administração de unidades de conservação estaduais.
No mesmo Diário Oficial, Couto também demitiu gerentes do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio (Rioprevidência). Os exonerados eram da Diretoria de Administração e Finanças.
No começo do mês, o governador tirou do cargo o presidente interino do Rioprevidência, Nicholas Cardoso. À ocasião, o Ministério Público do Estado do RJ pediu o afastamento de Cardoso enquanto investiga aportes de R$ 118 milhões feitos pelo Rioprevidência em instituições financeiras não cadastradas.
Adicionar aos favoritos o Link permanente.