
Venda de atestados médicos falsos
Uma quadrilha foi alvo de uma operação da Polícia Civil nesta quinta-feira (30), por um esquema de falsificação de documentos na internet. Dois suspeitos foram presos, entre eles um homem de 23 anos, apontado como responsável por comandar o esquema, e a ex-namorada dele, suspeita de ajudar no recebimento dos pagamentos.
Ao todo, 17 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Palhoça, na Grande Florianópolis. Outros seis investigados também são suspeitos de participar do esquema. Todos vão responder por falsidade ideológica, uso de documento falso, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
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Segundo a investigação, o grupo vendia atestados médicos, receitas e até diplomas escolares falsos, oferecidos por meio de dois sites na internet. As apurações duraram cerca de 40 dias.
De acordo com o delegado Matheus Pires Mundim, o principal suspeito produzia os documentos praticamente sozinho.
“Nós apuramos que ele tinha toda uma estação de trabalho montada, com computadores, impressora específica e papéis capazes de reproduzir selos muito bem simulados. Era uma organização espantosa”, afirmou o delegado.
Grupo vendia atestados médicos, receitas e até diplomas escolares falsos, oferecidos por meio de dois sites na internet. As apurações duraram cerca de 40 dias.
Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina
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Documentos falsos eram vendidos a partir de R$ 50
Durante as buscas, a polícia apreendeu mais de 30 carimbos médicos falsificados e selos do Ministério da Educação, usados na produção dos documentos. A análise financeira apontou que, em poucos meses, o grupo vendeu cerca de três mil documentos falsos, com preços a partir de R$ 50.
A Polícia Civil alerta que quem compra e utiliza esse tipo de documento também comete crime. Segundo o delegado, as investigações agora devem avançar sobre os usuários desses materiais.
“A nossa intenção é identificar quem fez uso desses documentos. As empresas já vinham denunciando essas situações, e isso deve aumentar. Cada caso será apurado individualmente”, disse Mundim.
Grupo vendeu cerca de três mil documentos falsos, com preços a partir de R$ 50
Reprodução/Polícia Civil de Santa Catarina
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