
O governo iraniano enviou uma nova proposta de negociação com os Estados Unidos para mediadores do Paquistão, segundo a agência de notícias estatal Irna. Ainda de acordo com a mídia do Irã, o documento pode melhorar as perspectivas para encerrar a guerra no Oriente Médio, iniciada em fevereiro.
No entanto, não há informações sobre o envio dessa nova proposta ao governo norte-americano. A última investida do Irã para selar a paz foi rejeitada pelo presidente norte-americano Donald Trump, na quarta-feira (29).

Nesse acordo, o Irã propôs, segundo o governo dos EUA, o levantamento do bloqueio naval norte-americano na entrada do Estreito de Ormuz. Em troca, haveria abertura total da passagem pelo lado iraniano.
No entanto, Teerã pediu que as conversas sobre seu programa nuclear fossem adiadas, contrariando uma das exigências estabelecidas por Washington, o que inviabilizou o acordo.
Fim do cessar-fogo
O prazo do cessar-fogo, iniciado no dia 8 de abril, encerra-se nesta sexta-feira (1). Contudo, o presidente Donald Trump dá indícios de que uma nova ofensiva militar pode ocorrer no território iraniano.
Ao mesmo tempo, na última quinta-feira (30), o Irã ativou o sistema de defesa antiaérea do país, prometendo uma reação “dolorosa e prolongada”.
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Escalada do conflito no Oriente Médio
O conflito no Irã tem provocado milhares de mortes desde o início dos ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel, iniciados em 28 de fevereiro.
Em resposta, Teerã anunciou o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás comercializados no mundo, o que equivale a ampliar os impactos globais.
Com o avanço das negociações diplomáticas, um cessar-fogo temporário permitiu a reabertura parcial da rota. No entanto, menos de 24 horas após o anúncio, o Irã voltou a indicar que poderia restabelecer as restrições caso o bloqueio naval americano fosse mantido.
No mesmo dia, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que a liberação do tráfego seria provisória, válida até 22 de abril, período em que vigoraria o cessar-fogo entre Líbano e Israel.
O acordo, mediado pelo Paquistão, previa circulação controlada de embarcações, mas enfrentou resistência de atores envolvidos no conflito libanês, como o Hezbollah, além de Israel.
Diante de violações do cessar-fogo e da exclusão do Líbano de pontos centrais do entendimento, o Irã chegou a suspender novamente a liberação do tráfego. Com novas acusações de descumprimento e o prazo do acordo se aproximando do fim, as tensões voltaram a se intensificar na região.
