Arqueólogos encontram “Capela Sistina” de 12 quilômetros de extensão com pinturas da Era do Gelo na Amazônia

Arqueólogos encontram "Capela Sistina" de 12 quilômetros de extensão com pinturas da Era do Gelo na Amazônia

A Floresta Amazônica acaba de revelar um segredo que repousou sob as copas das árvores por milênios. Arqueólogos identificaram o que está sendo chamado de Capela Sistina da Antiguidade, um paredão de rocha coberto por milhares de desenhos que mostram como era a vida no continente há mais de 12 mil anos.

Onde foi encontrada essa descoberta arqueológica?

A descoberta ocorreu na Serranía de la Lindosa, uma região remota da Colômbia, onde paredões de pedra se estendem por quase 13 quilômetros. Pesquisadores da Universidade de Exeter revelaram que essas pinturas rupestres foram preservadas pela floresta densa, permanecendo praticamente intactas por séculos.

O canal Instituto Humboldt, com 20 mil inscritos, apresenta essa descoberta com uma abordagem que conecta ciência, história e preservação ambiental de forma envolvente.

Quais animais estão retratados nas pinturas rupestres?

As pinturas registram criaturas fascinantes que desapareceram do planeta há muito tempo, servindo como um arquivo visual da megafauna extinta que coexistiu com os primeiros humanos da América do Sul. A escala monumental das obras impressiona tanto pela quantidade de detalhes quanto pela extensão geográfica.

Confira os principais animais identificados nas rochas:

  1. Mastodontes, parentes antigos dos elefantes que vagavam pelas savanas onde hoje existe a selva
  2. Preguiças-gigantes desenhadas em proporções que confirmam seu tamanho colossal
  3. Figuras humanas dançando, indicando estrutura social complexa e rica em rituais
  4. Representações de pesca e coleta, mostrando a adaptação ao novo clima

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Qual é a idade real dessas pinturas?

A datação dos sedimentos indica que as obras começaram a ser criadas há aproximadamente 12.500 anos, marcando a transição climática da Terra quando a Amazônia ainda se transformava na floresta tropical úmida atual. As evidências foram coletadas pelo projeto LASTJOURNEY, liderado por especialistas britânicos e colombianos.

A arte revela a mudança gradual da caça de grandes mamíferos para a pesca e coleta de frutos, conforme o clima esquentava e a fauna local se transformava ao longo dos séculos.

Arqueólogos encontram "Capela Sistina" de 12 quilômetros de extensão com pinturas da Era do Gelo na Amazônia
Arqueólogos encontram “Capela Sistina” de 12 quilômetros de extensão com pinturas da Era do Gelo na Amazônia

Como as técnicas de pintura se comparam ao tempo?

Os antigos artistas demonstraram precisão impressionante na representação de movimentos e comportamentos da fauna local. Muitos desenhos estão em alturas elevadas, sugerindo que os povos ancestrais construíram estruturas para alcançar as partes mais altas dos paredões.

Arqueólogos encontram "Capela Sistina" de 12 quilômetros de extensão com pinturas da Era do Gelo na Amazônia
Arqueólogos encontram “Capela Sistina” de 12 quilômetros de extensão com pinturas da Era do Gelo na Amazônia

Por que essa descoberta importa para o presente?

A Capela Sistina da Antiguidade prova que a Amazônia não era apenas natureza selvagem, mas um espaço habitado por culturas vibrantes e sofisticadas muito antes da colonização europeia. É uma evidência visual de como os primeiros humanos colonizaram e se relacionaram com o continente sul-americano.

Este achado serve como um lembrete urgente sobre a necessidade de preservar a floresta e sua herança histórica única, pois cada centímetro desse paredão pintado conta a história de quem viveu aqui muito antes de nós.

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