Juiz de Fora concentra mais de 70% dos casos de hepatite A em MG; morte suspeita é investigada


Casos de hepatite A aumentam em Juiz de Fora
O número de casos confirmados de hepatite A em Juiz de Fora subiu para 729, com 114 novos registros apenas nos últimos oito dias. Além do avanço da transmissão, uma morte com suspeita da doença está sendo investigada pela Prefeitura.
A vítima é uma mulher de 60 anos, que estava internada no Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus. O óbito foi confirmado na madrugada de quinta-feira (30).
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Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Juiz de Fora concentra 70% de todos os casos registrados em Minas Gerais em 2026.
Para tentar conter a transmissão, a Prefeitura anunciou a ampliação do público-alvo para a vacinação. O imunizante agora está disponível para grupos estratégicos e contatos diretos de pessoas infectadas, além do calendário infantil de rotina.Veja quais são mais abaixo.
Casos em 2026 é o maior dos últimos 10 anos
O número é superior ao total acumulado de casos registrados na cidade nos últimos dez anos, entre 2016 e 2025.
De acordo com o cenário epidemiológico, o crescimento é de 1.925% em relação a todo o ano passado, quando foram 36 casos registrados. Em anos anteriores, como 2021 e 2022, o município não teve registros da doença.
A análise territorial indica que os casos estão distribuídos por todas as regiões da cidade, com maior concentração na área central e na zona sul.
Quem pode se vacinar?
A nova estratégia busca conter a transmissão do vírus. Podem procurar as unidades de saúde:
crianças de 15 meses a menores de 5 anos não vacinadas;
gestantes;
pessoas com doenças hepáticas;
imunossuprimidos;
pessoas em uso de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao vírus HIV;
não vacinados de 11 a 39 anos que são contatos domiciliares de casos confirmados;
contatos sexuais de casos confirmados, qualquer idade.
O que é a hepatite A?
Hepatite A pode apresentar alguns sintomas
TV TEM/Reprodução
A hepatite A é uma infecção causada por vírus e transmitida principalmente por via fecal-oral, associada a más condições de higiene e saneamento ou de forma sexual.
Sintomas
A doença pode levar de 15 a 50 dias para manifestar sintomas após o contato com o vírus. Os sinais mais comuns aparecem de forma súbita:
Cor amarelada: Pele e a parte branca dos olhos ficam amareladas (icterícia);
Urina e fezes: Urina escura (cor de café) e fezes esbranquiçadas;
Mal-estar: Cansaço excessivo, tontura, enjoo e vômitos;
Dores: Dor abdominal e febre baixa.
Ao perceber esses sinais, a recomendação é procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou UPA para diagnóstico e acompanhamento.
Prevenção
Para conter o avanço da doença, o município informou que intensificou as seguintes medidas:
Oferta de testagem e investigação de casos confirmados;
Distribuição de hipoclorito de sódio para tratamento da água;
Inspeções sanitárias em estabelecimentos comerciais;
Orientações sobre higiene e manipulação de alimentos.
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