
A Força Aérea Brasileira (FAB) passou a investigar o caso de dois aviões que voaram a uma distância de apenas 22 metros, durante operações de pouso e decolagem no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O incidente foi registrado nesta quinta-feira (30).
Nas redes sociais, viralizou o vídeo do momento em que os aviões estão passando perto. As aeronaves chegaram a ficar próximas.
Um Embraer E195-E2 e um Boeing 737-800 da GOL perderam separação em Congonhas Hoje. Apesar de portais estarem colocando na manchete “quase bateram”, isso não é verdade, porque em nenhum momento o controlador de voo perdeu consciência situacional. O @GolfOscarRomeo_ cedeu a… pic.twitter.com/UJwImviYO8
— Lito Sousa (@avioesemusicas) April 30, 2026
O caso envolveu um Boeing 737-800 da Gol, que fazia o voo G3 1629, vindo de Salvador, e se preparava para pouso. A outra aeronave, um Embraer E195-E2 da Azul, iniciava decolagem com destino a Belo Horizonte, no voo AD6 408.
No vídeo, é possível ver que os aviões estão abaixo da separação vertical mínima recomendada, que é de 1.000 pés (cerca de 300 metros).
No caso, houve perda de separação, que é o termo usado na aviação quando duas ou mais aeronaves ficam mais próximas do que a distância mínima de segurança estabelecida pelas regras de tráfego aéreo.
O caso é apurado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que faz parte da FAB.
Em nota enviada ao iG, a FAB confirmou que apura o caso, realizou uma ação inicial, e está levantando as informações para a investigação.
Alguns internautas afirmaram que as aeronaves quase bateram, mas, de acordo com o especialista em aviação Lito Souza, isso não é verdade.
Segundo Lito, uma primeira camada de segurança falhou, mas em nenhum momento o controlador de voo perdeu consciência situacional.
O especialista explicou o caso em uma publicação nas redes sociais. Ainda de acordo com ele, a segunda e a terceira camada de segurança funcionaram, com a consciência do controlador e com o alerta do Sistema de Alerta de Tráfego e Prevenção de Colisões (TCAS) a bordo das aeronaves.
Apesar de ter dado tudo certo, Lito afirmou que eventos assim são investigados para entender o porquê da perda de separação.
