
Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (1º) que vão retirar 5 mil soldados da Alemanha em um movimento visto como punição de Berlim diante de uma crise diplomática entre os dois países.
Tudo começou quando o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou, no início da semana, que os iranianos estavam “humilhando” os EUA nas negociações para encerrar o conflito, que já dura dois meses.
Trump rebateu a afirmação no dia seguinte, dizendo que o chanceler não sabia o que estava falando e que a Alemanha estava “indo mal”. Depois, o presidente publicou em uma rede social que avaliava retirar tropas do território alemão.
A Alemanha é a principal base militar dos EUA na Europa, com cerca de 35 mil militares em serviço ativo. O país funciona como um centro estratégico de treinamento para os norte-americanos.
12 meses
Nesta sexta, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse nesta sexta-feira que o processo de retirada dos 5 mil soldados do território alemão deve ser concluído em até 12 meses.
Uma brigada de combate será retirada do país e um batalhão de artilharia de longo alcance que deveria ser enviado ainda neste ano não será mais deslocado.
A Alemanha está entre os países da Otan que autorizaram o uso de bases militares para ataques contra o Irã — decisão elogiada por Trump.
Espanha e Itália adotaram postura mais restritiva. No fim de março, o governo espanhol fechou o espaço aéreo para aeronaves americanas envolvidas na guerra. Já os italianos negaram o uso de uma base aérea na Sicília em operações de combate.
