
Após os Estados Unidos anunciar a retirada de 5 mil soldados da Alemanha, o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, afirmou que a saída dos militares americanos já era prevista.
A declaração foi feita em uma coletiva de imprensa na manhã deste sábado (2). De acordo com o portal alemão, Tagesschau, o ministro deixou claro que a decisão dos EUA não foi inesperada.
Pistorius também disse que é do interesse da Alemanha e dos EUA a presença das tropas americanas na Europa.
A Alemanha é a principal base militar dos EUA na Europa, com cerca de 35 mil militares em serviço ativo. O país funciona como um centro estratégico de treinamento para os norte-americanos.
Ainda de acordo com o ministro, os europeus devem assumir maior responsabilidade pela própria segurança.
Retirada dos americanos

Os Estados Unidos anunciaram que vão retirar 5 mil soldados da Alemanha em um movimento visto como punição de Berlim diante de uma crise diplomática entre os dois países. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (1º).
Tudo começou quando o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou, no início da semana, que os iranianos estavam “humilhando” os EUA nas negociações para encerrar o conflito, que já dura dois meses.
Trump rebateu a afirmação no dia seguinte, dizendo que o chanceler não sabia o que estava falando e que a Alemanha estava “indo mal”.
Depois disso, o presidente publicou em uma rede social que avaliava retirar tropas do território alemão.

Ataque de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta última quinta-feira (30) o chanceler alemão Friedrich Merz e aumentou a tensão entre os dois países. Ele cobrou que o líder europeu foque na guerra entre Rússia e Ucrânia e deixe de interferir nas negociações com o Irã.
A crítica ocorreu enquanto o governo americano analisava reduzir o número de soldados na Alemanha.
A decisão altera a presença dos Estados Unidos na Europa e pressiona a relação com Berlim.
Em publicação na rede Truth Social, Trump disse que Merz deveria dedicar mais tempo a acabar com a guerra entre a Rússia e Ucrânia e menos tempo a interferir nos esforços contra a ameaça nuclear iraniana.
