Inaugurado em 1873, o Elevador Lacerda é muito mais que um meio de transporte público; é o principal cartão-postal de Salvador, na Bahia. Com 72 metros de altura, esta obra pioneira interliga as cidades Alta e Baixa, ostentando o título de primeiro elevador urbano do mundo.
Como o engenheiro Antônio de Lacerda superou a falésia de Salvador?
No século XIX, o desnível natural entre a área portuária (Cidade Baixa) e o centro administrativo (Cidade Alta) era um obstáculo comercial que exigia o uso de guindastes rudimentares e ladeiras íngremes. O engenheiro baiano Antônio de Lacerda visionou e financiou uma torre vertical encravada na rocha para resolver o problema.
A construção exigiu perfurações na rocha maciça da falésia, utilizando tecnologia hidráulica avançada para a época (posteriormente eletrificada em 1906). O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) protege a estrutura, que é um marco da modernização urbana no Brasil imperial.

Qual a importância logística do elevador para a metrópole hoje?
Mesmo com mais de 150 anos de história, o elevador não é apenas uma atração turística. Ele transporta cerca de 900 mil pessoas por mês, sendo vital para o fluxo de trabalhadores que transitam entre o Comércio e o Pelourinho. A travessia dura apenas 30 segundos, custando centavos.
Para compreender a relevância deste patrimônio para o funcionamento da capital baiana, apresentamos os dados operacionais através da Regra da Ponte:
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Inauguração: 8 de dezembro de 1873 (Originalmente “Elevador Hidráulico da Conceição”).
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Altura Total: 72 metros.
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Capacidade: 4 cabines modernas que transportam milhares de passageiros diariamente.
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Localização Exata: Interliga a Praça Tomé de Sousa à Praça Cairu (Mercado Modelo).
O que a arquitetura Art Déco revela sobre as reformas do edifício?
A fachada atual do Elevador Lacerda não é a original de 1873. Na década de 1930, a estrutura passou por uma profunda modernização, ganhando a segunda torre (mais avançada em direção à rua) e as linhas retas e geométricas do estilo Art Déco, que definiam a elegância da época.
Para que estudantes de arquitetura e turistas compreendam essa evolução estética, comparamos as fases da estrutura mais famosa da Bahia:
| Fase do Monumento | Período Histórico | Estilo e Estrutura Principal |
| Projeto Original | 1873 (Império) | Uma única torre encravada na rocha (Estilo utilitário) |
| Reforma Moderna | 1930 (República) | Duas torres, fachada Art Déco e eletrificação |
Como a vista do topo se tornou um ícone fotográfico do Brasil?
A passarela superior do elevador oferece a vista mais panorâmica da Baía de Todos-os-Santos. Dali, o visitante contempla o Mercado Modelo, o Forte de São Marcelo e a Ilha de Itaparica no horizonte. É o cenário perfeito que resume a geografia privilegiada de Salvador.
Fotografar o pôr do sol a partir da praça superior tornou-se um rito de passagem para qualquer pessoa que visita o estado. A iluminação noturna do elevador, frequentemente usada para campanhas de conscientização social, reforça sua presença majestosa no horizonte noturno da cidade.
Para celebrar um dos cartões-postais mais amados da Bahia, selecionamos o conteúdo do canal TV Brasil, No vídeo a seguir, os jornalistas detalham visualmente a trajetória e o impacto do Elevador Lacerda em seus 150 anos de história:
Por que o monumento é o símbolo da alma baiana?
O Elevador Lacerda é a síntese de Salvador: une a tradição comercial do cais com a riqueza histórica dos casarões coloniais. Ele democratizou o acesso ao centro histórico, conectando o trabalhador diário ao turista internacional em uma mesma cabine.
Ao pagar a tarifa simbólica e cruzar os 72 metros de altura, o passageiro está viajando através de um século e meio de engenharia, audácia e cultura brasileira. É um monumento vivo, funcional e essencial para a identidade da primeira capital do Brasil.
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