Estrutura faz pesquisadores voltarem as buscas pela Arca de Noé

Estrutura curiosa faz pesquisadores voltarem as buscas pela Arca de NoéReprodução

Uma formação rochosa localizada no Monte Ararat, na Turquia, voltou ao centro de uma das maiores discussões arqueológicas e religiosas do mundo. Novas análises feitas por pesquisadores da organização Noah’s Ark Scans apontam indícios que poderiam reforçar a hipótese de que a lendária Arca de Noé realmente existiu. As informações são do New York Post.

O estudo foi conduzido pelo pesquisador Andrew Jones, que classificou os resultados como “descobertas empolgantes”. A equipe analisou uma estrutura encontrada pela primeira vez em 1959 e que, há décadas, desperta curiosidade por ter formato semelhante ao de uma embarcação gigante descrita no livro bíblico de Gênesis.

Exames na suposta Arca de Noé apontam túneis subterrâneos

Segundo Jones, exames feitos com radar de penetração no solo revelaram a existência de corredores subterrâneos abaixo da formação. Os túneis teriam sido identificados no centro da estrutura e também ao longo das laterais internas, levando a uma cavidade principal que os pesquisadores chamam de “átrio”.

Os cientistas afirmam que as dimensões da formação se aproximam dos 157 metros descritos em antigas medidas egípcias associadas à Arca de Noé. Para os pesquisadores, o alinhamento dos túneis e espaços vazios não parece aleatório.

Estrutura curiosa faz pesquisadores voltarem as buscas pela Arca de NoéReprodução

Além das imagens subterrâneas, a equipe coletou 88 amostras de solo dentro e fora da estrutura durante pesquisas realizadas em 2024. Os resultados mostraram diferenças consideradas incomuns pelos cientistas: o interior da formação apresentou três vezes mais matéria orgânica e 38% mais potássio em comparação às áreas externas.

Outra observação chamou atenção dos pesquisadores: a vegetação cresce com coloração diferente sobre a área considerada a possível embarcação. Segundo Jones, a grama costuma ficar mais amarelada exatamente dentro do formato da estrutura.

A equipe também encontrou fósseis marinhos, como conchas e fragmentos de coral, em torno da formação situada a cerca de 2 mil metros acima do nível do mar. Para os pesquisadores, isso poderia indicar que a região esteve submersa em algum momento remoto, hipótese que alguns relacionam ao dilúvio descrito na Bíblia.

Especialistas, porém, alertam que os vestígios podem ser explicados por fenômenos geológicos naturais, como o deslocamento de placas tectônicas ao longo de milhares de anos.

Agora, os pesquisadores planejam uma nova etapa da investigação: enviar um robô controlado remotamente para explorar os túneis subterrâneos detectados pelos equipamentos. Segundo Jones, o dispositivo está sendo desenvolvido para acessar os espaços internos sem danificar a estrutura.

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