
Os 200 anos da Câmara dos Deputados, comemorados nesta semana, fazem luz aos movimentos nacionais. Nela passaram momentos bons e outros nem tanto. É nela que está o movimento do curso das águas das nossas vidas politicamente. Os projetos que movem o país são discutidos e aprovados por seus membros.
Casa de brilhantes mentes brasileiras, com jovialidade inclusa atualmente. Presidida por eméritos da vida nacional, nunca sucumbiu aos reclames das ruas. Do Império até nossa República, segurou a bandeira do povo brasileiro. Por lá estão políticos de todas as matizes e ordens. São a voz de seu povo no Parlamento nacional.
Amplo espaço democrático, alentou para todos nós horizontes a desbravar. Hugo Motta é o seu presidente atual. Seus pares da Mesa Diretora são jovens. Há jovens ocupando funções importantes na sua estrutura. Guilherme Brandão é o diretor-geral. Jovem. Cláudio Roberto é o diretor-executivo da Secom da Câmara dos Deputados. Jovem.
Esses jovens dão fluidez ao Legislativo nacional. Hugo Motta está na cadeira que foi ocupada por tantos antecessores de proa, experiência e nacionalidade. Lá está José Theodoro Mascarenhas Menck, consultor e um dos mais importantes nomes da literatura do Brasil. Há decanos. Esses são imbatíveis nos debates. É o lugar da voz de todos.
Mulheres importantes passaram pela Câmara dos Deputados. Deixaram suas marcas. Elas se fazem presentes na memória das atuais. Votações que mexeram com o Brasil passaram pela Casa. Discussões que mobilizam a mídia nacional. Presidentes sofreram afastamento. Parlamentares, idem.
200 anos para o Brasil, com foco nos próximos 200. Abraçou o povo. Aplaudiu o bem. Votou uma Constituição cidadã. Homologou projetos voltados aos interesses nacionais. Partilhou decisões. Pode ter errado em alguns momentos nesses anos todos. Soube reconhecer tropeços. Seus acertos são maiores e pontuais.
Ela não vota. Ela recebe os votados e eleitos. São eles os responsáveis pelo seu desempenho perante o Brasil. A Câmara dos Deputados chegou aos 200 anos maior do que nasceu. Agora, precisa sempre se superar para o bem do país.
Essa superação depende de nós, eleitores. Somos nós quem enviamos para ela seus representantes de quatro em quatro anos. Errando, o país irá cobrar de nós pelo passado, presente e futuro.
