Vídeo: homens são presos após furtarem soja com trem em movimento

Em vídeos que circulam pelas redes sociais, é possível ver os criminosos em cima de vagões em movimento furtando sojaDivulgação Polícia Civil

A Polícia Civil da cidade de Campinas, no estado de São Paulo, prendeu cinco pessoas e cumpriu sete mandados de busca e apreensão, entre sexta (01) e segunda-feira (04), em uma operação para desarticular um grupo criminoso que furtava soja de vagões de trem na região.

Em vídeos que circulam pelas redes sociais, é possível ver os criminosos em cima de vagões em movimento furtando soja. A investigação acompanhou todo o trajeto da carga furtada e chegou ao homem que comprava o produto para revender.

A Polícia Civil de Campinas prendeu cinco pessoas e cumpriu sete mandados de busca e apreensão, entre sexta e segunda-feira, em uma operação para desarticular um grupo criminoso que furtava soja . Em vídeos é possível ver os criminosos em cima de vagões em movimento. pic.twitter.com/NtcFX7QxE7

— iG (@iG) May 5, 2026

Nesta operação, a polícia recuperou 17 toneladas de soja. O produto era transportado de regiões do Centro-Oeste com destino ao Porto de Santos. Após a audiência de custódia, uma das pessoas presas foi liberada.

Como funcionava a operação criminosa?

A polícia começou a investigar o caso depois que a empresa responsável pelo transporte ferroviário registrou uma série de boletins de ocorrência sobre o furto de cargas.

Os criminosos agiam em trechos que o trem era obrigado a diminuir a velocidade. Eles subiam nos vagões, abriam as escotilhas e enchiam sacos com a soja furtada. O produto era arremessado para fora da ferrovia e outra pessoa passava recolhendo.

Os sacos arremessados às margens da rodovia poderiam ter provocado descarrilamento.

A investigação conseguiu identificar todas as funções do sistema criminoso, desde quem subia nos vagões até os responsáveis pela guarda provisória do produto e os vendedores da carga furtada. O local de armazenamento inicial era uma residência na região do bairro Satélite Íris.

Quem subia nos vagões recebia cerca de R$ 30 por saca de soja. Cada saca tem aproximadamente 60 quilos. A polícia explicou que o preço regular da saca no mercado é de cerca de R$ 110, e que os mentores do esquema conseguiam revender o produto por volta de R$ 60, sem nota fiscal e sem pagamento de impostos.

Os cinco envolvidos devem responder, inicialmente, por integrar organização criminosa, além dos crimes de furto e receptação. A tipificação varia conforme a atuação de cada um no esquema.

Passo a passo da ação policial

SEXTA (01/05)

Investigadores acompanharam o transporte da soja furtada até um sítio em Monte Mor (SP), onde estaria o receptor final da carga. Responsável pelo sítio foi preso e o motorista que transportou a carga.

Outra equipe foi até a casa do suspeito apontado como responsável pela guarda provisória do material. Três pessoas foram presas naquele dia.

O caminhão apreendido já estava carregado com cerca de 15 toneladas de soja quando a operação foi deflagrada. Em outro ponto monitorado, onde a carga ficava armazenada temporariamente, a polícia encontrou mais duas toneladas do grão.

SEGUNDA (04/05)

A Polícia Civil cumpriu novos mandados de busca e apreensão e prendeu mais dois suspeitos. Um deles teria comprado diretamente uma parte da carga furtada, caracterizando o crime de receptação. Com isso, o total de presos chegou a cinco.

A Polícia Civil fará a análise de celulares e outros dispositivos eletrônicos apreendidos para identificar outros possíveis envolvidos.

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