
Jake Rosmarin, um passageiro de um cruzeiro onde três pessoas morreram decidiu relatar o clima de medo e incerteza a bordo da embarcação MV Hondius, que permanece isolada na costa de Cabo Verde. As autoridades ainda investigam a causa de um possível surto de hantavírus. As informações da Fox News.
Segundo ele, a falta de informações claras tem agravado a tensão entre os ocupantes do navio.
Ele também pediu que o público lembre que há pessoas reais por trás das notícias.
O que a OMS disse sobre o hantavírus?
A Organização Mundial da Saúde informou no domingo que um caso de infecção por hantavírus foi confirmado em laboratório, enquanto outros cinco seguem sob investigação. Entre os seis afetados, três morreram e um está internado em estado grave na África do Sul.

O navio MV Hondius segue no mar enquanto autoridades tentam determinar se os casos estão relacionados e quando será possível autorizar o desembarque dos passageiros que necessitam de atendimento médico.
A empresa responsável pela embarcação, Oceanwide Expeditions, divulgou uma linha do tempo mostrando que o caso se desenvolve há semanas. Um passageiro holandês morreu em 11 de abril, sem causa confirmada. Ele foi desembarcado posteriormente na ilha de Santa Helena.
No dia 27 de abril, a esposa da vítima também adoeceu durante a viagem de retorno e morreu. Ainda não há confirmação de ligação entre os dois casos e o possível surto atual.
Na mesma data, outro passageiro foi evacuado em estado grave para a África do Sul, onde permanece na UTI. De acordo com a empresa, uma variante de hantavírus foi identificada nesse paciente, de nacionalidade britânica.
Já em 2 de maio, um terceiro passageiro, de origem alemã, morreu, também sem causa confirmada até o momento.
Além disso, dois tripulantes, um britânico e um holandês, apresentam sintomas respiratórios agudos e necessitam de atendimento médico urgente. Até agora, não há confirmação de hantavírus nesses casos, nem ligação direta estabelecida entre o vírus e as mortes.
O navio permanece com 149 pessoas a bordo, de mais de 20 nacionalidades. Evacuações médicas e desembarques dependem de autorização das autoridades sanitárias locais.
A empresa informou que está trabalhando em conjunto com autoridades nacionais e internacionais, incluindo a OMS, e avalia levar a embarcação para Las Palmas ou Tenerife, onde passageiros poderão desembarcar e passar por triagens médicas.
Medidas rigorosas de precaução foram adotadas a bordo, incluindo isolamento, protocolos de higiene e monitoramento constante.
