
A polícia da África do Sul conseguiu recuperar restos humanos após uma operação extrema em um rio infestado de crocodilos, no nordeste do país. Um agente foi içado de um helicóptero até a água para ajudar nas buscas por um empresário que havia sido arrastado pela correnteza durante uma enchente na semana passada. As informações são da BBC Internacional.
A polícia da África do Sul conseguiu recuperar restos humanos após uma operação em um rio infestado de crocodilos, no nordeste do país. Um agente foi içado até a água para ajudar nas buscas por um empresário que havia sido arrastado pela correnteza durante uma enchente. pic.twitter.com/wzM32rQWDf
— iG (@iG) May 5, 2026
Crocodilo que supostamente comeu o homem, foi morto
O réptil suspeito de ter devorado o homem já havia sido abatido, mas, segundo o capitão Johan “Pottie” Potgieter, a missão ainda foi tensa e arriscada.
Após amarrar o animal com uma corda, o policial e o crocodilo foram içados juntos para fora do Rio Komati. Exames de DNA serão realizados para confirmar se os restos mortais pertencem ao empresário desaparecido.
O veículo da vítima ficou preso ao tentar atravessar uma ponte baixa sobre o rio durante a cheia. Quando as autoridades chegaram ao local, o carro estava vazio, levando à suspeita de que ele havia sido levado pela força da água, informou o porta-voz da polícia da província de Mpumalanga, coronel Mavela Masondo, à emissora SABC.
A operação de busca contou com drones e helicópteros. Durante as buscas, os agentes identificaram uma pequena ilha onde vários crocodilos estavam tomando sol. Segundo Potgieter, a experiência indicava que um dos animais havia se alimentado recentemente.
O crocodilo, que media cerca de 4,5 metros e pesava aproximadamente 500 kg, foi levado ao Parque Nacional Kruger, onde restos humanos foram encontrados em seu intestino.
De acordo com o capitão, além de partes do corpo, foram encontrados seis tipos diferentes de sapatos. Isso pode indicar que o animal atacou outras pessoas, embora não seja uma conclusão definitiva.
O chefe interino da polícia sul-africana, tenente-general Puleng Dimpane, elogiou a coragem do agente envolvido na operação.
