‘Ele já me bateu com rodo, mangueira e corrente’, diz esposa agredida por mecânico no Piauí


Mecânico soca rosto da esposa e vítima mostra olho roxo: ‘meu filho não consegue olhar’
“Ele já me bateu com rodo, mangueira e corrente de rede. Eu sempre me calava”, relembrou Bianca Leite, de 30 anos, que foi agredida pelo marido, o mecânico José Filho, em uma via pública do bairro Dirceu, na Zona Sudeste de Teresina. O suspeito foi preso.
Parte das agressões, ocorridas na noite do domingo (3), foi registrada por câmeras de segurança. As imagens mostram o homem dando dois socos no rosto de Bianca. Após o segundo golpe, ela cai no chão.
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Em entrevista ao g1, Bianca contou que o primeiro soco ocorreu dentro do local onde estavam. Em seguida, já desorientada pela agressão inicial, foi atacada novamente do lado de fora.
O casal mantinha um relacionamento há cerca de 15 anos, sendo 10 de casamento, e tem dois filhos. Bianca contou que a violência começou ainda nos primeiros meses de namoro e se intensificaram com o tempo.
Motivadas por traições, consumo de álcool e mentiras, as agressões eram presenciadas pelos filhos.
“Ele sempre foi muito agressivo, principalmente quando não tinha respostas para as coisas que ele fazia, como me trair, como sair para beber e me enganar. Começou ele me furando com a ponta da chave do carro e foi piorando. Meus filhos sempre presenciaram chutes e socos”, contou
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Segundo a mulher, as crianças, de 8 e 10 anos, foram diretamente afetadas pela violência e apresentam impactos emocionais. Uma delas não consegue olhar para a própria mãe.
“Meu filho não consegue olhar no meu olho, começa a chorar e diz que não acredita que o papai fez isso com a mamãe. A gente sempre só quis amor”, desabafou.
No momento das agressões registradas no domingo, a mulher e o suspeito estavam acompanhados da irmã e do cunhado de José Filho.
Bianca afirmou que teme o que pode acontecer em caso de liberação do suspeito. O caso segue sob investigação.
Como denunciar violência contra mulher
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelos seguintes canais:
“Ei, Mermã, Não se Cale” (24h): 0800 000 1673
Ligue 180: Central Nacional (24h)
COPOM – Polícia Militar: 190
Guarda Municipal: 153
Casa da Mulher Brasileira (Teresina): (86) 99412-2719
BO Fácil: 0800 086 0190
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Reprodução
*Vitória Bacelar, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena.
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