
Sobe para 1,2 mil o número de agressores monitorados com tornozeleira no RS
O ano de 2026 ainda não chegou nem à metade, e o Rio Grande do Sul já registrou 31 feminicídios. O número supera o de casos ocorridos entre janeiro e maio de 2025, quando o estado somou 30 crimes. Em todo o ano passado, o RS teve 80 feminicídios.
Como medida de proteção às mulheres, a Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP-RS) monitora 1,2 mil agressores com tornozeleira eletrônica. Até março, eram cerca de 900 em acompanhamento e, no ano passado, eram somente 300. Há 2 mil tornozeleiras disponíveis no estado, e a expectativa é aumentar para 3 mil nos próximos meses.
📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp
“Temos todo um trabalho em volta dessa questão: o da Polícia Civil, que coloca a tornozeleira e cadastra o agressor e a vítima; o trabalho da Polícia Militar, que faz o atendimento das ocorrências decorrentes do monitoramento; e todo o monitoramento que é feito na Secretaria de Segurança Pública”, diz a secretária-adjunta da SSP, Adriana Regina da Costa.
Ela enfatiza a importância de que as vítimas denunciem os agressores. “É muito importante que elas confiem no nosso sistema. Nós temos a possibilidade de ela efetuar o registro de ocorrência policial em qualquer delegacia de polícia, apesar de termos as delegacias especializadas. Temos também o [telefone] 190 da Polícia Militar, a fim de atender essas ocorrências de emergência.”
Conforme a SSP, desde o início do monitoramento de agressores com tornozeleiras no estado, nenhum caso de feminicídio ou tentativa de feminicídio foi registrado contra essas mulheres que estão no programa. Ela destaca que esse dado demonstra a eficiência da medida.
“São sistemas que demonstram que a mulher deve procurar ajuda, deve procurar para que a gente possa ajudá-la a romper esse ciclo e trazê-la para dentro do sistema de segurança.”
Quanto aos casos de mulheres que tinham medida protetiva ou haviam feito o pedido e mesmo assim foram vítimas de feminicídio, a secretária-adjunta explica que o prazo legal prevê 48 horas, mas muitas são deferidas em menor tempo.
No ano passado, foram solicitadas 69 mil medidas protetivas no RS, mas nem todas são deferidas pelo judiciário. Este ano, 27 mil medidas protetivas foram representadas. O Poder Judiciário é quem avalia a necessidade de incluir a vítima no programa de monitoramento.
Sobe para 1,2 mil o número de agressores monitorados com tornozeleira no RS; já são 31 feminicídios em 2026
Júlio Souza/SSP
VÍDEOS: Tudo sobre o RS
