OMS não acredita que foco de hantavírus seja semelhante ao do início da pandemia


Tedros Adhanom Ghebreyesus responde a perguntas de jornalistas da AFP sobre um surto mortal de hantavírus num navio de cruzeiro, que gerou alarme internacional, na sede da OMS em Genebra.
CHRISTOPHER BLACK / ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE / AFP
O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou nesta quarta-feira (6) à agência France Press que não acredita que o surto de hantavírus em um navio de cruzeiro seja semelhante ao do início da pandemia de covid-19.
A embarcação MV Hondius está no centro de um alerta internacional desde sábado (2), quando a OMS foi informada da morte de três passageiros em meio a suspeitas sobre o surto.
O navio, com bandeira holandesa, partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril para uma viagem pelo Oceano Atlântico e permanece ancorado na costa de Cabo Verde desde domingo.
A doença pouco frequente costuma ser transmitida por roedores infectados, normalmente pela urina, fezes ou saliva, mas a cepa Andes, confirmada em três casos, pode ser transmitida entre humanos.
Em declarações à France Press na sede da OMS em Genebra, o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, minimizou o perigo, insistindo que “o risco para o restante do mundo é baixo”.
Quando lhe perguntaram se a OMS considera que são situações semelhantes, respondeu: “Não, acredito que não”.
Embora tenham ocorrido “reuniões para coordenar nossos parceiros e organizar uma resposta”, afirmou que, por ora, não vê necessidade de convocar o comitê de emergência.
Esta vista aérea mostra profissionais de saúde embarcando no navio de cruzeiro MV Hondius, enquanto este estava ancorado próximo ao porto de Praia, capital de Cabo Verde, em 6 de maio de 2026
AFP
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