MPSP rejeita delação premiada de “Beto Louco” e “Primo” sobre PCC

Mohamad Hussein Mourad, conhecido como ‘Primo’, e Roberto Augusto Leme da Silva, o ‘Beto Louco’Reprodução

O Ministério Público de São Paulo rejeitou a proposta de delação premiada que vinha sendo negociada com os empresários Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, no âmbito da Operação Carbono Oculto. Segundo as investigações, eles seriam responsáveis por comandar um esquema ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.

De acordo com a Procuradoria-Geral de Justiça, a proposta foi recusada porque os empresários omitiram informações relevantes, especialmente sobre suas conexões com o PCC e sobre possíveis esquemas de lavagem de dinheiro. Além disso, os investigados afirmaram não haver envolvimento de políticos, mencionando apenas um juiz, que já era alvo de processos e havia sido responsabilizado pelo próprio Ministério Público.

Diante dessas omissões, o Ministério Público concluiu que a delação não traria contribuições efetivas para o avanço das investigações, motivo pelo qual optou por rejeitá-la.

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