Estrada na Itália, a 1.852 metros de altitude, desafia ciclistas com 33 curvas fechadas e trechos de 18% de inclinação em um ícone alpino

Estrada na Itália, a 1.852 metros de altitude, desafia ciclistas com 33 curvas fechadas e trechos de 18% de inclinação em um ícone alpino

Mortirolo Pass, cravado na Lombardia, Itália, a 1.852 metros de altitude, é uma lenda no mundo do ciclismo e da engenharia viária. Com 33 curvas fechadas e trechos de 18% de inclinação, a estrada alpina é considerada um dos testes de resistência mais brutais de toda a Europa.

Como a engenharia resolveu o desafio de uma montanha tão vertical?

A construção original do Mortirolo não foi pensada para veículos modernos ou turismo, mas como uma rota militar estreita e rústica. Para vencer a parede vertical da montanha, a via foi projetada com curvas em cotovelo extremamente curtas (tornantis), que exigem do asfalto uma base sólida para não deslizar encosta abaixo.

A manutenção desta via exige asfalto de alta aderência, essencial para evitar derrapagens nas descidas. O Ministério de Infraestrutura da Itália monitora o recapeamento constante, já que o rigoroso inverno alpino causa rachaduras profundas na pavimentação a cada temporada.

Estrada na Itália, a 1.852 metros de altitude, desafia ciclistas com 33 curvas fechadas e trechos de 18% de inclinação em um ícone alpino
Passagem montanhosa extrema na Itália conhecida por suas inclinações íngremes e curvas fechadas que testam os ciclistas mais experientes do mundo – Créditos: depositphotos.com / clodio

Por que a inclinação do Mortirolo é temida por ciclistas profissionais?

A subida clássica, a partir da vila de Mazzo di Valtellina, apresenta um ganho de elevação de 1.300 metros em apenas 12,4 quilômetros. Isso resulta em uma inclinação média de 10,5%, mas com “paredes” que chegam a cruéis 18%, exigindo marchas levíssimas e um preparo físico de elite.

Para que você compreenda o nível de dificuldade desta subida em relação a outros clássicos do ciclismo mundial, elaboramos a comparação técnica abaixo:

Subida Clássica Inclinação Média Trecho Mais Íngreme
Mortirolo Pass (Itália) 10,5% 18% (Subida contínua e punitiva)
Alpe d’Huez (França) 8,1% 13% (Curvas mais espaçadas)

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O que a lenda de Marco Pantani representa para a montanha?

A fama global da estrada está eternamente ligada ao ciclista italiano Marco Pantani, que em 1994 “voou” montanha acima no Giro d’Italia. No quilômetro 8 da subida, um monumento em sua homenagem serve de inspiração (ou consolo) para os milhares de ciclistas amadores que tentam vencer o percurso anualmente.

Abaixo, listamos os dados técnicos que definem este colosso da Lombardia:

  • Altitude do Topo: 1.852 metros.

  • Quantidade de Curvas: 33 curvas numeradas.

  • Vertente Mais Difícil: A partir de Mazzo di Valtellina.

  • Período de Abertura: Sazonal (fechada durante o inverno por neve).

Quais os cuidados ao dirigir um carro no Mortirolo?

Se para as bicicletas é difícil, para carros maiores ou motorhomes, a estrada é um pesadelo logístico. A via é composta por uma única pista (single track) em grande parte de sua extensão. O cruzamento de dois veículos em sentidos opostos frequentemente exige que um deles dê marcha à ré até o ponto de recuo mais próximo.

Motoristas devem ter extrema habilidade com a embreagem e os freios para evitar o superaquecimento do sistema. A descida exige o uso constante do freio motor, uma regra básica de segurança nas estradas estreitas da Itália.

Para aprofundar seu roteiro na Itália, selecionamos o conteúdo do canal The Col Collective. No vídeo a seguir, o ciclista detalha visualmente a implacável e mítica subida do Passo del Mortirolo a partir de Mazzo, uma das rotas mais duras e respeitadas do ciclismo:

Por que a estrada se mantém rústica e isolada?

A beleza do Mortirolo Pass está no seu isolamento. Diferente de outros passos alpinos cheios de comércio, esta rota é ladeada por florestas densas e pastos silenciosos, sem a presença de grandes infraestruturas turísticas.

Para quem ama o ciclismo, conquistar esta montanha na Itália é um rito de passagem. É a prova física de que, às vezes, a engenharia mais simples é a que cria os desafios humanos mais inesquecíveis e respeitados do mundo.

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