Jovens fingem ser parentes de ex-participante de reality show para roubar apartamento de luxo em Vila Velha


Jovens invadiram e roubaram apartamento de luxo em Vila Velha
Fingindo serem parentes da ex-participante de reality show Mirian Carter, duas jovens de 20 e 24 anos conseguiram invadir um apartamento de alto padrão na Praia da Costa, em Vila Velha, na Grande Vitória, e furtar mais de R$ 700 mil em dinheiro, joias e outros bens.
O crime aconteceu em 2024 e as investigações, concluídas neste ano, revelaram que as jovens fazem parte de uma quadrilha especializada em invadir e furtar imóveis de luxo no estado de São Paulo.
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Segundo a Polícia Civil capixaba, Maria Luyza Silva de Oliveira e Carolina Arraes de Lima foram identificadas como as autoras do furto. Elas foram flagradas por câmeras de segurança do edifício, entrando e saindo do prédio que fica de frente para a praia.
Já os demais integrantes do grupo — Joel da Silva Santana, de 43 anos e que é pai de Maria Luyza, e Rayssa Carneiro Arruda, 20 anos — foram mapeados com apoio da Polícia Civil de São Paulo.
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Maria Luyza Silva de Oliveira e Carolina Arraes de Lima foram presas por furto a um apartamento de luxo no Espírito Santo
Divulgação/PCES
O chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro, explicou que as duas jovens flagradas no prédio disseram à zeladora, que estava na portaria no momento do crime, que eram netas da dona do imóvel.
“Essas duas meninas entraram no edifício e a zeladora estava neste momento na portaria, porque o porteiro tinha ido resolver uma pendência. A zeladora perguntou para onde estariam indo, e elas falaram que estavam indo ao apartamento 301, dizendo que eram netas da senhora”.
Ainda conforme as investigações, as suspeitas ficaram agressivas quando a zeladora disse que iria interfonar para a proprietária do imóvel antes de permitir a entrada delas.
“Quando a zeladora disse que ia interfonar, uma dessas meninas começou a apresentar nervosismo, gritando, xingando. E ela (zeladora), com medo de perder o emprego, acabou liberando a entrada”.
Em seguida, Maria Luyza e Carolina subiram ao apartamento, arrombaram a porta e passaram aproximadamente 40 minutos furtando bens. As duas saíram do imóvel com duas malas.
Segundo o delegado, as jovens sabiam que ninguém estava no apartamento porque haviam telefonado e batido à porta antes.
Joel da Silva Santana, Maria Luyza Silva de Oliveira, Carolina Arraes de Lima e Rayssa Carneiro Arruda fazem parte de quadrilha especializada.
Divulgação/PCES
Fuga e rastreio
Depois de furtar os itens, as suspeitas foram embora em um carro que as esperava. Conforme as investigações, elas seguiram para o local onde estavam hospedadas e, em seguida, foram embora do estado.
Esta estratégia de permanecer apenas uma noite na cidade em que cometeram o crime tem o objetivo de dificultar a identificação do grupo.
Neste caso, a hospedagem das jovens foi localizada por meio do rastreamento de um aparelho levado do apartamento.
Na pousada identificada, o dono informou que dois casais haviam se hospedado, mas somente Joel, de 43 anos, havia apresentado documentação. O número de telefone fornecido por ele, no entanto, pertencia a Rayssa, que deu suporte ao crime à distância.
“Essa Rayssa tem vasta ficha criminal, e os pais dela também, por vários desses crimes”, frisou o delegado, explicando ainda que ela era a responsável por receber os produtos dos furtos e dar destinação a eles, repassando a receptadores.
Foi a partir da identificação de Rayssa e Joel que Maria Luyza e Carolina, que invadiram o apartamento, foram descobertas. Um quinto indivíduo envolvido no crime ainda não foi identificado.
Quadrilha tem dados das vítimas
A investigação também revelou que a escolha dos alvos é feita pela internet, a partir de dados obtidos na ‘deep web’ ou em sites hospedados fora do país. As buscas são feitas, inclusive, em diferentes idiomas.
“Eles sabem quem tem renda alta e quem não tem porque eles têm acesso a sites hospedados até fora do Brasil. Conseguem informações detalhadas, como nome completo, endereço, telefone celular, endereço do condomínio, telefone da portaria do condomínio em alguns casos, imposto de renda, veículos e até assinaturas digitais da pessoa”, explicou o delegado.
Com os dados em mãos, a quadrilha tem a oportunidade de “estudar” as vítimas. Eles escolhiam os alvos e planejavam os crimes.
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