
Polícia exumou corpo de bebê para tentar comprovar vínculo entra ela e estuprador
Polícia Civil/Divulgação
O corpo de uma bebê que morreu em 2019 foi exumado nesta quarta-feira (6) durante uma investigação da Polícia Civil que tenta comprovar que a mãe da criança foi estuprada pelo próprio pai. O caso ocorreu na comunidade Ticoça, em Uiramutã, ao Norte de Roraima.
A bebê tinha apenas dois meses de vida quando morreu. Com a exumação dos restos mortais, a polícia busca coletar material genético para fazer exame de DNA e confirmar se ela foi fruto dos abusos sexuais sofridos pela mãe.
🔎 O que é exumar: Exumação é o ato de retirar um corpo ou restos mortais do túmulo após o sepultamento. Popularmente, significa “desenterrar” o corpo.
A mãe da bebê, atualmente com 21 anos, relatou que foi estuprada pelo próprio pai, um homem de 39 anos, desde que tinha apenas três anos de idade. Na adolescência, ela engravidou e teve a criança que morreu. O homem é investigado por estupro de vulnerável no âmbito familiar.
“Aos 14 anos, em 2019, a vítima engravidou em decorrência dos abusos, dando à luz uma criança que morreu com apenas dois meses de vida, fato que agora passa a integrar de forma ainda mais robusta o conjunto probatório por meio dos exames periciais”, informou a Polícia Civil.
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A exumação foi autorizada pela Justiça. O caso é investigado na Delegacia de Pacaraima, pelo delegado Robin Felipe Barreto de Araújo.
“Essa análise genética será fundamental para a confirmação de vínculos biológicos [entre a bebê e o agressor]”, informou Robin.
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Ainda conforme o delegado, aos 14 anos, em 2019, a vítima engravidou em decorrência dos abusos, dando à luz uma criança que morreu com apenas dois meses de vida, fato que agora passa a integrar de forma ainda mais robusta o conjunto probatório por meio dos exames periciais.
Com a realização da exumação e a conclusão dos laudos, o Inquérito Policial entra em fase final para posterior remessa ao Poder Judiciário.
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