O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (7), na Casa Branca, em Washington. A reunião durou cerca de três horas e foi classificada como positiva pelos dois líderes.
Logo após o encontro, Trump usou uma rede social para dizer que a reunião foi “muito boa”. Ele também elogiou Lula, chamando o presidente brasileiro de “muito dinâmico”. Segundo o norte-americano, novos encontros devem acontecer em breve.
Já Lula deu mais detalhes sobre a reunião durante uma coletiva de imprensa. Segundo o presidente, entraram na pauta:
A relação entre Brasil e EUA
Terras raras
Guerras
Mudanças no Conselho de Segurança da ONU
Uma brincadeira sobre a Copa
Por outro lado, Lula afirmou que não foram discutidos:
A classificação de facções brasileiras como grupos terroristas
Os ataques dos Estados Unidos ao PIX
Veja, abaixo, ponto a ponto o que foi e o que não discutido na reunião, segundo Lula.
Relação entre Brasil e EUA
Lula afirmou que a reunião com Trump teve como foco central a retomada e o fortalecimento da relação entre Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, há interesse dos dois lados em ampliar a parceria, especialmente na área econômica e comercial, após um período em que Washington teria dado menos atenção à América Latina.
O presidente brasileiro disse que defendeu uma relação baseada no diálogo e no multilateralismo, em contraposição a políticas unilaterais. Ele argumentou que o Brasil está aberto a negociar com diferentes parceiros e que não há restrições ideológicas para acordos, desde que sejam respeitadas a soberania e os interesses nacionais.
Lula também destacou que propôs a criação de grupos de trabalho entre os dois países para resolver impasses comerciais, com prazos definidos. A ideia, segundo ele, é evitar que decisões fiquem travadas na burocracia e garantir resultados concretos em curto prazo.
O presidente afirmou ainda que saiu otimista do encontro e avaliou que há espaço para avanços. Ele disse que percebeu disposição de Trump em manter o diálogo e que novos encontros devem acontecer.
“O Brasil está preparado para discutir com qualquer país do mundo qualquer assunto. A única coisa que nós não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania.”
Terras raras
Lula afirmou que discutiu com Trump o potencial brasileiro na exploração de terras raras e minerais críticos, considerados estratégicos na economia global. Segundo ele, o Brasil quer ampliar o conhecimento sobre o próprio território e explorar essas riquezas de forma planejada.
O presidente disse que o país não pretende repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima sem agregação de valor. A proposta, segundo ele, é desenvolver a cadeia produtiva dentro do Brasil, incluindo processamento e industrialização dos minerais.
Lula destacou que o Brasil está aberto a parcerias internacionais para explorar esses recursos, inclusive com empresas americanas, mas sem preferência por um país específico. Ele afirmou que o objetivo é atrair investimentos que contribuam para o desenvolvimento interno.
Segundo o presidente, a exploração de terras raras foi tratada como questão de soberania nacional. Ele mencionou a criação de mecanismos de coordenação dentro do governo para organizar essa agenda e garantir controle sobre os recursos.
“O que nós não queremos é ser meros exportadores dessas coisas. Nós queremos que o Brasil seja o grande criador dessa riqueza que a natureza nos deu.”
Guerras
Lula afirmou que discutiu com Trump conflitos internacionais e disse que apresentou ao presidente americano a visão do Brasil sobre guerras em curso. Segundo ele, defendeu a via do diálogo como alternativa a intervenções militares.
O presidente brasileiro disse que não espera mudanças imediatas na postura de Trump em relação a esses temas. Ainda assim, afirmou que considerou importante expor diretamente suas posições durante a reunião.
Lula também comentou situações específicas, como Irã e Venezuela, e disse que se colocou à disposição para contribuir com negociações, caso haja interesse. Ele mencionou ainda o histórico de atuação diplomática do Brasil em temas sensíveis.
Segundo o presidente, o Brasil continuará defendendo soluções negociadas e criticando ações militares. Ele afirmou que conflitos tendem a gerar mais instabilidade e prejuízos do que resultados concretos.
“Eu não creio que ele vai mudar o jeito dele ser por causa de uma reunião de três horas comigo.”
Mudanças no Conselho de Segurança da ONU
Lula afirmou que defendeu, na conversa com Trump, a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da ONU. Segundo ele, a estrutura atual reflete a geopolítica do pós-Segunda Guerra Mundial e não corresponde mais à realidade internacional.
O presidente brasileiro disse que cobrou maior protagonismo das potências com assento permanente no conselho, como Estados Unidos, China e Rússia, para liderar esse processo de mudança. Ele argumentou que esses países têm responsabilidade direta sobre o funcionamento do sistema internacional.
Lula também voltou a defender a ampliação do conselho, com a inclusão de novos membros permanentes. Citou países como Brasil, Alemanha, Japão, Índia e nações africanas como candidatos a participar das decisões globais.
Segundo o presidente, a falta de reformas limita a capacidade da ONU de atuar em conflitos e crises. Ele afirmou que, sem mudanças, a organização perde relevância e não consegue responder de forma eficaz aos desafios atuais.
“A geopolítica de 2026 não é a geopolítica de 1945. O mundo é outro, a comunicação é outra.”
O que não foi discutido
Lula afirmou que alguns temas que vinham sendo levantados antes da reunião não entraram na pauta do encontro com Trump. Entre eles, a possível classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
Segundo o presidente, esse assunto não foi tratado diretamente na conversa. Ele reforçou, no entanto, que o Brasil pretende intensificar o combate ao crime organizado e mencionou a criação de iniciativas internacionais de cooperação sobre o tema.
Lula também disse que não houve discussão sobre críticas dos Estados Unidos ao PIX, sistema de pagamentos brasileiro. A questão vinha sendo citada em investigações comerciais americanas, mas não foi abordada na reunião.
De acordo com o presidente, a decisão de focar em outros temas foi estratégica, priorizando áreas com maior possibilidade de avanço imediato nas relações bilaterais.
Logo após o encontro, Trump usou uma rede social para dizer que a reunião foi “muito boa”. Ele também elogiou Lula, chamando o presidente brasileiro de “muito dinâmico”. Segundo o norte-americano, novos encontros devem acontecer em breve.
Já Lula deu mais detalhes sobre a reunião durante uma coletiva de imprensa. Segundo o presidente, entraram na pauta:
A relação entre Brasil e EUA
Terras raras
Guerras
Mudanças no Conselho de Segurança da ONU
Uma brincadeira sobre a Copa
Por outro lado, Lula afirmou que não foram discutidos:
A classificação de facções brasileiras como grupos terroristas
Os ataques dos Estados Unidos ao PIX
Veja, abaixo, ponto a ponto o que foi e o que não discutido na reunião, segundo Lula.
Relação entre Brasil e EUA
Lula afirmou que a reunião com Trump teve como foco central a retomada e o fortalecimento da relação entre Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, há interesse dos dois lados em ampliar a parceria, especialmente na área econômica e comercial, após um período em que Washington teria dado menos atenção à América Latina.
O presidente brasileiro disse que defendeu uma relação baseada no diálogo e no multilateralismo, em contraposição a políticas unilaterais. Ele argumentou que o Brasil está aberto a negociar com diferentes parceiros e que não há restrições ideológicas para acordos, desde que sejam respeitadas a soberania e os interesses nacionais.
Lula também destacou que propôs a criação de grupos de trabalho entre os dois países para resolver impasses comerciais, com prazos definidos. A ideia, segundo ele, é evitar que decisões fiquem travadas na burocracia e garantir resultados concretos em curto prazo.
O presidente afirmou ainda que saiu otimista do encontro e avaliou que há espaço para avanços. Ele disse que percebeu disposição de Trump em manter o diálogo e que novos encontros devem acontecer.
“O Brasil está preparado para discutir com qualquer país do mundo qualquer assunto. A única coisa que nós não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania.”
Terras raras
Lula afirmou que discutiu com Trump o potencial brasileiro na exploração de terras raras e minerais críticos, considerados estratégicos na economia global. Segundo ele, o Brasil quer ampliar o conhecimento sobre o próprio território e explorar essas riquezas de forma planejada.
O presidente disse que o país não pretende repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima sem agregação de valor. A proposta, segundo ele, é desenvolver a cadeia produtiva dentro do Brasil, incluindo processamento e industrialização dos minerais.
Lula destacou que o Brasil está aberto a parcerias internacionais para explorar esses recursos, inclusive com empresas americanas, mas sem preferência por um país específico. Ele afirmou que o objetivo é atrair investimentos que contribuam para o desenvolvimento interno.
Segundo o presidente, a exploração de terras raras foi tratada como questão de soberania nacional. Ele mencionou a criação de mecanismos de coordenação dentro do governo para organizar essa agenda e garantir controle sobre os recursos.
“O que nós não queremos é ser meros exportadores dessas coisas. Nós queremos que o Brasil seja o grande criador dessa riqueza que a natureza nos deu.”
Guerras
Lula afirmou que discutiu com Trump conflitos internacionais e disse que apresentou ao presidente americano a visão do Brasil sobre guerras em curso. Segundo ele, defendeu a via do diálogo como alternativa a intervenções militares.
O presidente brasileiro disse que não espera mudanças imediatas na postura de Trump em relação a esses temas. Ainda assim, afirmou que considerou importante expor diretamente suas posições durante a reunião.
Lula também comentou situações específicas, como Irã e Venezuela, e disse que se colocou à disposição para contribuir com negociações, caso haja interesse. Ele mencionou ainda o histórico de atuação diplomática do Brasil em temas sensíveis.
Segundo o presidente, o Brasil continuará defendendo soluções negociadas e criticando ações militares. Ele afirmou que conflitos tendem a gerar mais instabilidade e prejuízos do que resultados concretos.
“Eu não creio que ele vai mudar o jeito dele ser por causa de uma reunião de três horas comigo.”
Mudanças no Conselho de Segurança da ONU
Lula afirmou que defendeu, na conversa com Trump, a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da ONU. Segundo ele, a estrutura atual reflete a geopolítica do pós-Segunda Guerra Mundial e não corresponde mais à realidade internacional.
O presidente brasileiro disse que cobrou maior protagonismo das potências com assento permanente no conselho, como Estados Unidos, China e Rússia, para liderar esse processo de mudança. Ele argumentou que esses países têm responsabilidade direta sobre o funcionamento do sistema internacional.
Lula também voltou a defender a ampliação do conselho, com a inclusão de novos membros permanentes. Citou países como Brasil, Alemanha, Japão, Índia e nações africanas como candidatos a participar das decisões globais.
Segundo o presidente, a falta de reformas limita a capacidade da ONU de atuar em conflitos e crises. Ele afirmou que, sem mudanças, a organização perde relevância e não consegue responder de forma eficaz aos desafios atuais.
“A geopolítica de 2026 não é a geopolítica de 1945. O mundo é outro, a comunicação é outra.”
O que não foi discutido
Lula afirmou que alguns temas que vinham sendo levantados antes da reunião não entraram na pauta do encontro com Trump. Entre eles, a possível classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
Segundo o presidente, esse assunto não foi tratado diretamente na conversa. Ele reforçou, no entanto, que o Brasil pretende intensificar o combate ao crime organizado e mencionou a criação de iniciativas internacionais de cooperação sobre o tema.
Lula também disse que não houve discussão sobre críticas dos Estados Unidos ao PIX, sistema de pagamentos brasileiro. A questão vinha sendo citada em investigações comerciais americanas, mas não foi abordada na reunião.
De acordo com o presidente, a decisão de focar em outros temas foi estratégica, priorizando áreas com maior possibilidade de avanço imediato nas relações bilaterais.
