Bebê volta da creche com mordidas e hematomas e mãe acusa negligência em Guarujá


Felipe de um ano e um mês voltou da creche com mordidas e hematomas.
Arquivo Pessoal
Um bebê de um ano e um mês voltou da creche com mordidas e hematomas na cabeça, e a mãe acusa a unidade de negligência em Guarujá, no litoral de São Paulo. Letícia Silva Oliveira, de 33 anos, contou ao g1 que o filho, Felipe, apresentou marcas pelo corpo em duas ocasiões diferentes e, segundo ela, a unidade municipal não informou o que havia acontecido.
Em nota, a Secretaria de Educação de Guarujá (Seduc) informou que recebeu a denúncia e já iniciou todos os protocolos para apuração dos fatos junto à administração do Núcleo de Educação Infantil Conveniada (Neic) Criart, no bairro Morrinhos.
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Letícia contou que matriculou o filho no Neic Criart em janeiro. No dia 26 de março, segundo ela, o menino voltou para casa com quatro mordidas pelo corpo. As marcas só foram percebidas quando a mãe o buscou na unidade, já que não recebeu nenhum aviso prévio da escola.
Após o episódio, Letícia disse que ficou receosa de continuar levando o filho à creche. “Fiquei bastante tempo sem levar ele, fiquei com medo”, afirmou. A mãe disse que, passado um tempo, a orientadora da unidade entrou em contato para informar que a professora responsável havia sido desligada.
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Ela decidiu voltar a levar o filho à creche, mas, no dia 28 de abril, a cunhada de Letícia buscou Felipe na creche e encontrou o menino com três mordidas na testa, além de dois hematomas na cabeça. Letícia afirmou que, novamente, não foi comunicada sobre o ocorrido e também não recebeu explicações sobre como a criança teria se machucado.
Na mesma noite, Letícia levou o filho para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O médico solicitou uma tomografia, que não apontou lesões mais graves, e a criança foi liberada.
Letícia questionou a origem dos hematomas na escola. Segundo ela, as funcionárias relataram que Felipe havia batido a cabeça na parede. A mãe, porém, diz não acreditar na versão por causa da localização das marcas — uma na testa e outra na lateral da cabeça — e suspeita de negligência no cuidado com o filho.
A mãe foi orientada a fazer um boletim de ocorrência mas disse que ainda não conseguiu ir até uma delegacia para realizar o registro.
O que diz a Prefeitura de Guarujá?
Em nota, Seduc informou que a mãe da criança esteve na secretaria, onde foi acolhida pela equipe técnica e recebeu orientações sobre a condução do caso. A pasta afirmou ainda que a análise ocorre com transparência e celeridade para garantir um ambiente educacional seguro e acolhedor à comunidade escolar.
A secretaria também destacou que realiza visitas periódicas e acompanhamento contínuo em todas as unidades da rede municipal para assegurar a qualidade do atendimento e o cumprimento das normas pedagógicas e administrativas.
Outras famílias denunciam casos semelhantes
Outras duas bebês de um ano também voltaram da creche com hematomas.
Arquivo Pessoal
Milene de Oliveira Nunes, relatou ao g1 que a filha, também de um ano e um mês, já voltou da mesma creche com assaduras, mordidas e hematomas. Segundo ela, os funcionários da unidade não informavam o que havia acontecido e, quando questionados, não davam explicações sobre os ferimentos.
Milene contou que criou o hábito de examinar o corpo da filha assim que ela chega em casa para verificar se há marcas ou machucados. “Todo dia é uma coisa nova naquela creche”, afirmou.
A mãe de uma bebê de um ano e três meses, que preferiu não ser identificada, também relatou ao g1 um episódio semelhante envolvendo a filha na mesma creche. Segundo ela, o caso aconteceu no começo deste ano, mas ela não se recorda do mês exato.
A mulher contou que o marido levou a menina para a creche pela manhã e, cerca de uma hora depois, funcionários da unidade enviaram mensagens perguntando se a criança havia sofrido alguma queda, pois estava com o rosto machucado.
A mãe afirmou que negou qualquer acidente antes da chegada da filha à creche. “Meu marido levou ela e ela não tinha marca nenhuma no rosto”, disse.
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