
Sede da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) em Brasília.
reprodução
Os agentes da Polícia Civil do Distrito Federal devem receber um reajuste salarial de 27% até o fim de 2026.
O valor já foi negociado com o governo federal – que é quem paga esses salários (entenda abaixo) –, mas ainda precisa do aval do Congresso.
Se confirmado, o percentual será dividido em duas parcelas:
uma, paga ainda em novembro deste ano;
a segunda, prevista para janeiro de 2026.
O reajuste acumulado varia entre 24% e 27% a depender da classe que o agente ocupa na Polícia Civil – e leva em conta também a inflação até janeiro.
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A tabela fica assim:
Classe especial: 27,27% de reajuste (duas parcelas de 12,81%);
Primeira classe: 25,44% de reajuste (duas parcelas de 12%);
Segunda classe: 25,44% de reajuste (duas parcelas de 12%);
Terceira classe: 24,43% de reajuste (duas parcelas de 11,55%).
🧮 O reajuste de janeiro será aplicado sobre o valor já reajustado em novembro. Por isso, as duas parcelas de 12% somam 25,44%, e não 24%, por exemplo.
Com a mudança, os salários para servidores da PCDF podem chegar a R$ 38,8 mil, a depender do cargo e classe ocupa. Confira:
Como vai ficar os salários da PCDF com os reajustes
Aumento negociado com a União
Representantes da Polícia Civil do DF se reuniram no Ministério da Gestão e Inovação na última semana para discutir o reajuste para a categoria.
Após o encontro, uma assembleia foi mobilizada em frente ao prédio do ministério na Esplanada dos Ministérios e a categoria acatou proposta (veja foto abaixo).
Polícia Civil do DF aceita proposta da União e terá aumento de 27% nos salários
Agentes da PCDF votaram por aceitar reajuste salarial de 27%
Reprodução/Sinpol
Quem paga é o governo federal
Agora, a medida precisa ser encaminhada como projeto de lei (PL) para votação no Congresso Nacional.
O aval do Congresso é necessário porque os custos das forças de segurança do DF são pagos com recursos da União, por meio do Fundo Constitucional.
🔎 O Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) é um repasse anual da União destinado a custear serviços essenciais de segurança pública, saúde e educação na capital. Ele reconhece o papel estratégico de Brasília como sede dos poderes da República e garante o funcionamento das forças de segurança locais e complementa os investimentos em áreas sociais.
Polícia Civil já havia negado outras propostas
Desde abril, quando o governador Ibaneis Rocha (MDB) enviou uma proposta de isonomia salarial entre a corporação e a Polícia Federal ao Congresso Nacional, a categoria tenta encontrar um consenso sobre o reajuste com o governo federal.
Na medida, o governador do Distrito Federal propôs reajuste de 35% para os policiais civis, o que foi negado pela União.
Em contra proposta realizada em agosto, o governo federal ofereceu 18%, mas o valor foi rejeitado pelos policiais.
Após o impasse dos últimos meses, o presidente do Sinpol-DF, Enoque Venancio, comemorou o valor acordado nesta sexta-feira, mas não descartou a luta pela isonomia salarial.
“É preciso encerrar essa etapa para garantir o que já foi conquistado. A luta pela paridade continuará, mas este é um avanço que não podemos perder”, afirmou.
Manifestação Polícia Civil (PCDF)
Divulgação/Sinpol-DF
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