Suspeito de planejar atentado contra delegado do RN articulou crime dentro de presídio, diz polícia


Delegado João Paulo fala sobre Operação ‘Contra-Ataque’
O homem suspeito de envolvimento em um plano para matar um delegado da Polícia Civil do Rio Grande do Norte articulou o crime enquanto estava preso por outro delito. A informação foi confirmada pelo delegado João Paulo, titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Pernambuco, durante entrevista nesta sexta-feira (8), na sede da corporação (veja vídeo acima).
O suspeito, que não teve o nome divulgado, foi preso na quarta-feira (6) dentro de casa, em Paulista, no Grande Recife. A prisão aconteceu durante a Operação “Contra-Ataque”, realizada em conjunto pelas polícias civis dos dois estados para desarticular uma organização criminosa envolvida no tráfico interestadual de drogas e armas.
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Segundo o delegado, o homem participou do planejamento de um atentado contra um delegado potiguar que atuava no combate ao tráfico de drogas na região de João Câmara, no Rio Grande do Norte. O nome do delegado também não foi divulgado.
“Ele integrou um plano de atentado contra a vida do delegado e foi identificado através do núcleo de inteligência seccional da 85ª Delegacia de João Câmara [cidade do Rio Grande do Norte], que conseguiram intervir para que isso não acontecesse, porque ficou só na fase do planejamento”, contou.
De acordo com as investigações, o suspeito é apontado como fornecedor de drogas em larga escala para o Rio Grande do Norte e fazia parte de uma organização criminosa envolvida também em lavagem de dinheiro e crimes violentos.
Ainda segundo a polícia, o plano de execução do delegado contou com a participação de uma advogada, que seria a intermediária na entrega da arma que seria usada no atentado enquanto o suspeito estava preso.
“Esse planejamento decorreu exatamente da ação combativa do delegado contra membros da organização criminosa da qual ele faz parte. E aí o planejamento foi dentro do presídio. Ele usou como interposta essa advogada, que seria responsável por entregar o fuzil para outro membro, que seria o executor, e que estaria em Parnamirim [município do Rio Grande do Norte]”, detalhou.
A advogada foi indiciada no inquérito, denunciada pelo Ministério Público e responde ao processo em liberdade, segundo a polícia. O delegado informou ainda que a Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB-RN) deverá abrir procedimento disciplinar para apurar a conduta dela.
Durante a prisão, o suspeito tentou se esconder em um dos quartos da casa, em Paulista, no Grande Recife, mas se entregou em seguida, de acordo com a polícia.
“No momento da abordagem, ele correu para o quarto e se trancou, mas logo depois abriu a porta e apontou onde, de fato, ele estava guardando a pistola 9 milímetros”, contou.
O homem foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. Como o nome dele não foi divulgado, não foi possível localizar a defesa.
Delegados João Paulo, Ivaldo Pereira e Diogo Fajardo durante coletiva de imprensa sobre Operação ‘Contra-Ataque’
Vitor Dutra/Divulgação
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